Educação financeira

Beneficiários do Pé-de-Meia podem fazer aplicação no Tesouro Direto

Recursos do programa poderão ficar na poupança ou render no Tesouro Selic

Nova opção amplia educação financeira para estudantes da rede pública. - Imagem: Divulgação/MEC.

Erika Osti Publicado em 31/01/2026, às 17h50

Estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia passam a ter nova opção de investimento para os recursos que recebem como incentivo à conclusão do ensino médio: além da tradicional poupança, agora podem aplicar os valores no Tesouro Selic, título público do Tesouro Direto. A novidade foi oficializada na sexta-feira (30), em parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação (MEC) e a B3, a bolsa de valores do Brasil.

Desde novembro de 2025, a funcionalidade já está disponível por meio do aplicativo Caixa Tem, onde os estudantes podem escolher entre manter os recursos na poupança ou transferi-los para o Tesouro Selic. Cerca de 50 mil jovens já usam a nova opção de aplicação.

O Tesouro Selic é um título público que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, definida pelo Banco Central do Brasil. Assim como na poupança, os rendimentos variam de acordo com o mercado, porém sem risco de perda do capital investido se mantido até a data de resgate.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou que a iniciativa vai além de oferecer um novo destino para o dinheiro. “Dar a opção faz com que o estudante tenha que pensar sobre isso, buscar informação. Isso gera aprendizado e ajuda na preparação para escolhas conscientes na vida”, afirmou durante evento na B3 em São Paulo que celebrou a parceria.

O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024 com o objetivo de reduzir a evasão escolar e incentivar a conclusão do ensino médio na rede pública. O estudante recebe R$ 200 por mês ao comprovar matrícula e frequência e um bônus de R$ 1 mil ao final de cada ano escolar concluído. Somando todos os incentivos e um adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), um beneficiário pode acumular até R$ 9,2 mil ao longo dos três anos.

Agora, a possibilidade de aplicar no Tesouro Direto adiciona componente de educação financeira ao programa, incentivando os jovens a compreender noções de investimento e planejamento financeiro desde cedo. Pelo aplicativo, os estudantes têm acesso a informações sobre as diferenças entre manter os recursos em poupança ou Tesouro Selic, acompanhando a rentabilidade e evolução dos rendimentos ao longo do tempo.

A medida também pode fortalecer a autonomia financeira dos beneficiários, permitindo que eles tomem decisões mais informadas sobre seus recursos enquanto concluem os estudos. Especialistas em educação financeira avaliam que iniciativas como essa podem aumentar o interesse dos jovens por finanças pessoais e investimentos.

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