A greve, convocada por Chicão Caminhoneiro, busca estabilidade contratual e melhorias nas condições de trabalho dos motoristas
William Oliveira Publicado em 04/12/2025, às 08h13
Caminhoneiros de diversas regiões do Brasil programaram uma greve geral para esta quinta-feira (4). A dimensão do movimento ainda é incerta, devido a divergências entre os sindicatos que representam a categoria, e algumas entidades manifestam preocupações quanto aos possíveis impactos da paralisação para os motoristas.
A convocação da greve foi feita por Chicão Caminhoneiro, representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, que na terça-feira (2) se reuniu no Palácio do Planalto para protocolar um pedido formal relacionado à paralisação. Ele estava acompanhado pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, que tem incentivado o movimento.
As principais reivindicações incluem a estabilidade contratual dos caminhoneiros, o cumprimento das legislações vigentes, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a implementação de aposentadoria especial após 25 anos de trabalho documentado.
"A gente tomou a decisão de iniciar esse processo chamando os irmãos caminhoneiros para estarem conosco trabalhando e buscando nossos objetivos, fazendo com que as leis que existem e que infelizmente não são aplicadas para a nossa categoria comecem a ser respeitadas", afirmou Chicão em vídeo compartilhado nas redes sociais.
O líder do movimento espera que a adesão aumente gradualmente, envolvendo motoristas em mais de 40 localidades do país. A paralisação conta com o apoio da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC).