Agenor Duque Publicado em 24/02/2025, às 08h41
O Papa Francisco, de 88 anos, segue em estado crítico após sofrer uma crise respiratória asmática prolongada. O Vaticano confirmou que o pontífice recebe oxigênio de alto fluxo e passou por transfusões de sangue para tratar uma anemia causada por trombocitopenia. Fontes médicas indicam que sua condição permanece grave, apesar de um ligeiro avanço na resposta ao tratamento.
Desde sua internação em 14 de fevereiro, no Hospital Gemelli, em Roma, o Papa foi diagnosticado com pneumonia bilateral e uma infecção polimicrobiana severa. Apesar de uma noite relativamente estável, exames detectaram insuficiência renal leve, o que aumentou as preocupações sobre sua recuperação. A principal preocupação dos médicos é evitar que a infecção pulmonar leve à septicemia, algo potencialmente fatal devido ao histórico de saúde do Papa, que já teve parte de um pulmão removido na juventude.
Relatórios de veículos como a BBC News e o ABC News confirmam que Francisco enfrenta dificuldades para manter os níveis adequados de oxigenação, sendo constantemente monitorado para evitar uma falência respiratória. O Vaticano emitiu um comunicado informando que “o Papa não está fora de perigo” e que suas funções vitais ainda requerem suporte médico intensivo. (BBC News, ABC News)
Oitavo Rei: Francisco cumpre a profecia do Apocalipse?
Diante da incerteza sobre a recuperação do Papa, teólogos e analistas escatológicos retomaram discussões sobre as profecias associadas ao “oitavo rei” descrito no Apocalipse 17:10-11:
“São também sete reis, dos quais cinco já caíram, um ainda existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, deverá permanecer por pouco tempo. E a besta que era e já não é, é também um oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a perdição.”
Muitos estudiosos associam essa passagem à sucessão papal, indicando que o oitavo rei pode ser o último líder antes de uma grande mudança na Igreja. Para alguns, Francisco pode ser esse oitavo rei, enquanto outros acreditam que seu sucessor desempenhará esse papel.
Santa Hildegarda e a profecia do Anticristo Papa
Santa Hildegarda de Bingen, mística e doutora da Igreja do século XII, alertou que o Anticristo surgiria de dentro da própria Igreja e que ele poderia ser um Papa. Segundo suas visões:
“Ele parecerá piedoso e justo, mas enganará muitos com seus prodígios e falsas promessas, conduzindo o mundo à perdição.”
Nos últimos anos, setores conservadores dentro do catolicismo passaram a questionar as reformas progressistas de Francisco, como sua abertura para bênçãos a uniões homoafetivas, o diálogo com outras religiões, e sua agenda ambiental e social, vista por alguns como uma afronta às tradições da Igreja. Essas polêmicas fazem com que alguns grupos mais radicais apontem Francisco como um possível cumprimento da profecia de Santa Hildegarda.
Outras interpretações sugerem que o próximo Papa poderá ser o líder que trará uma nova era para a Igreja ou um governante que conduzirá o mundo ao caos.
A sucessão papal: quem pode ser o próximo Papa?
Com a saúde de Francisco em estado crítico, os cardeais já se preparam para um possível Conclave. Entre os favoritos para sucedê-lo, estão:
• Cardeal Matteo Zuppi – Arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana. Considerado um nome moderado, alinhado às políticas de Francisco.
• Cardeal Luis Antonio Tagle – Ex-arcebispo de Manila e atual Prefeito do Dicastério para a Evangelização. Nome forte na Ásia, com grande influência entre os católicos progressistas.
• Cardeal Pietro Parolin – Atual Secretário de Estado do Vaticano, homem de confiança do Papa Francisco, responsável por questões diplomáticas do Vaticano.
• Cardeal Fridolin Ambongo Besungu – Arcebispo de Kinshasa, forte defensor da justiça social e das questões ambientais.
• Cardeal José Tolentino Mendonça – Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, destacado por sua atuação intelectual e pastoral.
A escolha do novo Papa será feita por meio do Conclave, onde os cardeais com menos de 80 anos votarão até que um candidato obtenha dois terços dos votos.
Fontes como o New York Times apontam que a próxima eleição será uma das mais decisivas da história moderna, pois determinará se a Igreja continuará as reformas de Francisco ou retornará a um modelo mais tradicionalista. (The New York Times)
Se Francisco falecer, o que acontece?
Caso o Papa Francisco venha a falecer, o Vaticano entrará em sede vacante, período em que o Camerlengo assume temporariamente a administração da Igreja. O atual Camerlengo, Cardeal Kevin Farrell, será o responsável por anunciar a morte do Papa, organizar o funeral e coordenar o Conclave.
Além disso, sua morte pode aprofundar as divisões internas na Igreja, com cardeais disputando a continuidade das reformas progressistas ou um retorno ao conservadorismo.
Conclusão: Estamos diante de um momento profético?
O agravamento da saúde do Papa Francisco levanta questões profundas sobre o futuro da Igreja Católica. Com a possível eleição de um novo pontífice, muitas profecias ressurgem, como a de Santa Hildegarda, e interpretações do Apocalipse sugerindo que o próximo Papa pode ser o “oitavo rei”.
Será Francisco o último Papa antes de um grande colapso na Igreja?
O próximo Papa unificará os fiéis ou trará a grande apostasia?
Enquanto essas questões pairam sobre o Vaticano, católicos ao redor do mundo seguem em oração, aguardando os próximos desdobramentos.