O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) prorrogou nessa terça-feira (6) por dois anos o mandato de investigadores que

Redação Publicado em 07/10/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h06
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) prorrogou nessa terça-feira (6) por dois anos o mandato de investigadores que documentaram execuções, desaparecimentos e tortura na Venezuela, que dizem equivaler a crimes contra a humanidade.

A entidade repudiou a “repressão e perseguição direcionadas e generalizadas” de forças de segurança e apelou ao governo do presidente Nicolás Maduro para cooperar com uma análise preliminar iniciada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
“Continuamos a ver casos novos de execuções arbitrárias, tortura e outras violações graves de direitos humanos naquele país”, disse Silvia Elena Alfaro Espinosa, embaixadora do Peru na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, ao apresentar a resolução.
O embaixador da Venezuela, Jorge Valero, rejeitou o texto, que também teve o apoio da União Europeia, por vê-lo como “demonstração clara de manipulação e politização do conselho”.
“O presidente Maduro gostaria de perguntar à União Europeia: será que vocês continuarão com o roteiro surrado, batido e fracassado de Donald Trump contra a Venezuela?”, indagou Valero.
A resolução foi objeto de votos favoráveis de 22 países, três contrários (inclusive da Venezuela) e 22 abstenções (incluindo o México).
Em um relatório de setembro, investigadores da ONU disseram que o governo Maduro cometeu violações sistemáticas de direitos humanos.
A embaixadora do Brasil, Maria Nazareth Farani Azevedo, afirmou que as conclusões da ONU “renovaram a esperança de justiça” dos venezuelanos. “É particularmente alarmante que muitas dessas violações tenham sido planejadas, tornadas generalizadas e sistemáticas sob o comando de indivíduos nos níveis mais altos, o objetivo sendo se aferrar ao poder a qualquer custo”, acrescentou.
.
.
.
REUTERS
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Caminhoneiros iniciam paralisação para pressionar Senado por votação da MP do Frete

Virgínia passa mal, faz teste de gravidez e revela resultado

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação