A morte do general iraniano Qasem Soleimani, em um bombardeio no Iraque orquestrado por Donald Trump, causou uma tensão mundial. Para tentar justificar o ato,

Redação Publicado em 05/01/2020, às 00h00 - Atualizado às 13h21
A morte do general iraniano Qasem Soleimani, em um bombardeio no Iraque orquestrado por Donald Trump, causou uma tensão mundial. Para tentar justificar o ato, o vice-presidente dos Estados Unidos , Mike Pence, usou o Twitter para atrelar a imagem do iraniano morto ao atendado de 11 de setembro de 2001. Entretanto, a imprensa internacional julgou a informação como duvidosa.
Na rede social, Mike Pence afirmou que Soleimani “ajudou na viagem clandestina ao Afeganistão de 10 dos 12 terroristas que realizaram os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos”. O vice-presidente também garantiu que o general “estava planejando ataques iminentes a diplomatas e militares americanos”.
Por fim, Pence declarou que “o mundo é um lugar mais seguro hoje porque Soleimani se foi”. O problema é que a imprensa americana não encontrou muita coesão nos fatos citados pelo vice de Trump. O The New York Times , por exemplo, ressaltou que, na época do atentado, Soleimani já dirigia a força Qods dos Guardiões da Revolução e ele não foi citado nenhuma vez nos relatórios da comissão de investigação parlamentar do 11 de setembro.
No relatório, há provas de que “o Irã permitiu o trânsito de membros da Al-Qaeda pelo Afeganistão antes do 11 de Setembro”, porém não há prova de que o Irã tivesse ciência dos atentados. O Washington Post também analisou o caso e concluiu que dificilmente o Irã ajudou de forma consciente o ataque de 2001.
IG
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