
Redação Publicado em 28/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 18h13
O próximo vestibular da Universidade de São Paulo (USP) contará com uma comissão que fará a verificação da autodeclaração dos candidatos concorrentes às vagas destinadas a pretos, pardos e indígenas (PPI) antes matrícula. O objetivo é identificar possíveis casos de fraude antes da confirmação da matrícula.

A composição da comissão e os critérios para a verificação da autodeclaração ainda serão definidos pelo Conselho de Inclusão e Pertencimento da USP.
Outras duas mudanças foram aprovadas pelo Conselho de Graduação, no último dia 23 de junho, para o concurso vestibular da Fuvest para 2023: alterações na forma de classificação dos aprovados e a obrigatoriedade da apresentação do comprovante do esquema vacinal completo e doses de reforço contra a covid-19, no ato da matrícula, para os calouros.
As mudanças valem para as 8.230 vagas oferecidas pelo vestibular da Fuvest. Os critérios de seleção das 2.917 vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado aos candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não sofreram alterações.
A partir do próximo ano, todos os candidatos concorrerão, primeiramente, às vagas destinadas à Ampla Concorrência (AC). Os candidatos que, independentemente da renda, cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras também poderão concorrer às vagas destinadas à Política de Ação Afirmativa Escola Pública (EP).
Da mesma forma, os candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras, caso desejem, poderão concorrer também às vagas destinadas à Política de Ação Afirmativa Pretos, Pardos e Indígenas (PPI).
Todos os candidatos inscritos para um curso, independentemente da categoria em que se inscreveram (Ampla Concorrência, Escola Pública ou PPI), serão classificados de acordo com sua nota no vestibular. Dessa forma, serão preenchidas primeiramente as vagas para Ampla Concorrência, depois as vagas para Escola Pública, seguindo os critérios para essas vagas, e só depois as vagas para PPI.
A alteração tem o objetivo de corrigir eventuais distorções e ampliar as possibilidades dos candidatos EP e PPI já que, além das vagas reservadas para cada grupo, esses candidatos disputarão também as vagas de ampla concorrência.
O pró-reitor adjunto de Graduação, Marcos Garcia Neira, afirmou que a mudança traz benefícios para os candidatos de escolas públicas.
“Em 2023, provavelmente, teremos um número maior de ingressantes egressos da escola pública e autodeclarados pretos, pardos e indígenas, pois também concorrerão às vagas destinadas à Ampla Concorrência, assim como os candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas também concorrerão às vagas destinadas à Escola Pública. A mudança aprimora a política de ações afirmativas da USP ao pretender uma configuração do corpo discente mais próxima da realidade social brasileira”.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Rio Preto registra três furtos de veículos em apenas seis horas

Após fortes chuvas, duas crateras se abrem e engolem carros na região metropolitana de São Paulo

Por que Ricardo Gontijo se tornou um dos empresários mais controversos da construção civil

Caso Deolane: delegada faz revelação bombástica que pode mudar rumo da investigação

Brasil goleia a Escócia, confirma liderança do grupo e embala rumo ao mata-mata da Copa do Mundo

Michelle Bolsonaro expõe crise com Flávio e diz ter sido humilhada e apunhalada pelo senador

Ancelotti promove mudança no ataque e Brasil está escalado para duelo decisivo contra a Escócia

Caso Deolane: delegada faz revelação bombástica que pode mudar rumo da investigação

Fachin abre debate no STF sobre reforma do Judiciário e busca soluções para desafios do sistema