O Ministério Público (MP) protocolou uma ação civil de improbidade administrativa contra Ideli Dalva Ferrari, ex-servidora pública estadual. De acordo com as

Redação Publicado em 18/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h51
O Ministério Público (MP) protocolou uma ação civil de improbidade administrativa contra Ideli Dalva Ferrari, ex-servidora pública estadual. De acordo com as investigações, ela, a filha e a mãe dela compraram 44 imóveis e movimentaram mais de R$ 10 milhões em conta corrente sem comprovar a origem do dinheiro.
O MP pediu o sequestro dos bens para leiloar os imóveis e ressarcir o prejuízo. O valor da ação é de R$ 42 milhões.
Segundo o MP, a rainha dos fiscais, como Ideli Dalva é conhecida, recebia R$ 13 mil de salário e construiu um patrimônio incompatível com a renda. A quebra do sigilo bancário de Ideli, da mãe e da filha revelou que entre 2010 e 2015 elas movimentaram altas quantias de dinheiro sem origem identificada e totalizaram uma variação patrimonial de mais de R$ 10 milhões.
A mãe de ideli faleceu em 2017 e tinha renda mensal de um salário mínimo, mas segundo as investigações, conseguiu um patrimônio de mais de R$ 5 milhões. A filha da ex-fiscal, aos 21 anos, comprou 16 imóveis e também acumulou patrimônio de R$ 5 milhões. A origem do dinheiro ainda está sendo investigada.
Os promotores da área criminal descobriram que Ideli fiscalizava empresas da região do ABC e que algumas dessas empresas chegaram a ser alvo de operações específicas por sonegar ICMS. Mas, por falta de provas, a investigação criminal foi arquivada.
O promotor Marcelo Milani pede a perda dos bens de Ideli, da filha e do espólio da mãe, o pagamento de uma multa de três vezes o valor do acréscimo patrimonial e a cassação da aposentadoria da ex-fiscal.
“Foi comprovado que ela é proprietária de 44 imóveis entre eles uma fazenda de mais de R$ 4 milhões. Essa mulher é proprietária de 79 contas bancárias ativas. A filha dela é proprietária de 55 contas bancárias ativas. É impossível que um funcionário público assalariado consiga ter um patrimônio que ela amealhou ao longo dos anos. Efetivamente enriqueceu ilicitamente.”, afirmou o promotor.
A equipe da TV Globo procurou mãe e filha no prédio em que elas moram, mas a informação é de que elas não estavam.
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