A Polícia Federal afirmou que novos indiciamentos dos responsáveis pela tragédia da Vale em Brumadinho não devem ocorrer antes de junho deste ano. No dia 25

Redação Publicado em 18/01/2020, às 00h00 - Atualizado às 17h14
A Polícia Federal afirmou que novos indiciamentos dos responsáveis pela tragédia da Vale em Brumadinho não devem ocorrer antes de junho deste ano. No dia 25 de janeiro, a tragédia completa um ano.
Em balanço apresentado nesta quinta-feira (16), o delegado da PF, Luiz Augusto Pessoa Nogueira, chefe das investigações, disse que ainda está sendo realizada uma perícia altamente complexa.
O laudo que pode identificar a causa da liquefação, que foi a transformação dos rejeitos da barragem em material líquido, está sendo realizado em parceria com universidades em Barcelona, na Espanha, e Porto, em Portugal.
A Polícia Federal realizou mais de 40 perícias. Foram investigadas quatro detonações ocorridas no dia da tragédia, num raio de 150 km da barragem. Mas segundo o laudo, nenhuma dessas explosões foi responsável pela desestabilização da barragem. Outras 150 detonações ao longo de 2018 também estão sendo investigadas.
A apuração já comprovou a contaminação de lençóis freáticos. Mais de 80 milhões de arquivos estão em análise. Foram encontrados ainda 10 sítios arqueológicos destruídos. Em setembro do ano passado, 13 pessoas foram indiciadas por falsidade ideológica e uso de documentos falsos: sete empregados da Vale e outros seis da Consultoria TUV SUD, empresa alemã que atestou a estabilidade da barragem de Brumadinho.
O executivo da TUV SUD, Cris-Peter Meier, se recusou a prestar depoimento no Brasil. A PF considera que ele cumpriu um papel importante na realização dos laudos da barragem. Meier inclusive foi um dos 13 já indiciados por falsidade ideológica.
Desde a tragédia, 259 corpos foram resgatados, a maioria da Vale e de empresas terceirizadas da mineradora. O Corpo de Bombeiros prossegue a busca por outras 11 pessoas ainda desaparecidas.
A avalanche de lama também destruiu comunidades, devastou vegetações e poluiu o Rio Paraopeba, que abastece a capital mineira.
EBC
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