No primeiro dia após retomar o mandato parlamentar, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quarta-feira (18) em plenário que é vítima de uma "ardilosa

Redação Publicado em 19/10/2017, às 00h00 - Atualizado às 13h08
No primeiro dia após retomar o mandato parlamentar, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quarta-feira (18) em plenário que é vítima de uma “ardilosa armação”, acrescentando que provará a inocência dele.
Aécio havia sido afastado por determinação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República.
Mas, nesta terça (17), o plenário do Senado derrubou o afastamento, por 44 votos a 26.
Ao chegar ao Senado, Aécio, então, se dirigiu ao plenário e fez um breve discurso.
“Será no exercício do meu mandato que irei me defender das acusações absurdas e falsas que tenho sido alvo. Vítima de uma ardilosa armação, uma criminosa armação.”
Ele se disse “vítima de ardilosa armação, uma criminosa armação” comandada por empresários, que “enriqueceram às custas do dinheiro público”, e “corroborada por homens de Estado”.
“Será no exercício do meu mandato que irei me defender das acusações absurdas e falsas que tenho sido alvo. Vítima de uma ardilosa armação, uma criminosa armação”, afirmou.
O senador se disse alvo de “vis ataques”, mas afirmou não ter rancor ou ódio.
“Fui alvo dos mais vis ataques nos últimos dias, mas não retorno a esta Casa com rancor e com ódio. Vim acompanhado da serenidade dos homens de bem e daqueles que conhecem a sua própria história. E a minha história é digna”, declarou.
Relembre no vídeo abaixo como foi a sessão do Senado em que o afastamento de Aécio Neves foi derrubado:

Senado derruba medidas do STF e devolve o mandato a Aécio
Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Aécio foi denunciado pela PGR pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
Segundo a PGR, o tucano pediu e recebeu R$ 2 milhões da JBS como propina.
A procuradoria afirma também que Aécio atuou em conjunto com o presidente Michel Temer para impedir o andamento da Lava Jato.
Desde o início das investigações, Aécio tem negado as acusações da PGR.
Desde maio deste ano, quando foi afastado do mandato pela primeira vez, Aécio Neves está licenciado da presidência do PSDB. O partido tem sido comandado pelo também senador Tasso Jereissati (CE).
“Eu acho [que Aécio deve renunciar] porque eu acho que ele não tem condições, dentro das circunstâncias que está, de ficar como presidente do partido. Nós precisamos ter uma solução definitiva, não provisória.” – Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Mais cedo, nesta quarta, Tasso defendeu que Aécio renuncie à presidência, porque, na avaliação do presidente interino, não tem mais “condições” de retomar o comando do PSDB.
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