A defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro considera essencial a presença dele amanhã (12) para acompanhar a exibição do vídeo entregue pelo Palácio do

Redação Publicado em 11/05/2020, às 00h00 - Atualizado às 14h37
A defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro considera essencial a presença dele amanhã (12) para acompanhar a exibição do vídeo entregue pelo Palácio do Planalto da reunião ministerial de 22 de abril. A avaliação é a de que Moro pode atestar se a gravação é autêntica ou se foi editada.
Nos bastidores, interlocutores de Moro disseram ao blog que não descartam uma edição por conta da resistência do Planalto em entregar o vídeo de imediato. E afirmam que, como Moro estava presente na reunião, o ex-ministro poderá dizer se o vídeo foi disponibilizado na íntegra ou não.
A Advocacia-Geral da União (AGU), antes de entregar o vídeo ao Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a pedir ao ministro Celso de Mello, relator do caso, que repensasse o pedido para que o governo enviasse o vídeo. Em seguida, pediu para entregar uma parte. Por fim, entregou o vídeo inteiro.
O Planalto não queria entregar o material, alegando conteúdo de interesse de estado. A reunião contou com um presidente Bolsonaro muito irritado, que distribuiu cobranças a ministros e, segundo Moro, fez pressão para que a Polícia Federal entregasse relatórios de inteligência. Moro repete nos bastidores que o conteúdo do vídeo é constrangedor para o governo.
Ministros da ala militar, assim como a defesa de Moro, avaliam que o depoimento principal da semana do governo é o de Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI).
Moro disse, ao depor, que o chefe do GSI alertou Bolsonaro de que ele não poderia ter acesso aos relatórios.
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