O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, reuniu-se com cotistas e alunos do Prouni nesta quarta-feira (12) na região central de São

Redação Publicado em 12/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 17h34
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, reuniu-se com cotistas e alunos do Prouni nesta quarta-feira (12) na região central de São Paulo. Em entrevista a jornalistas, Haddad chamou o teto de gastos aprovado pelo governo Michel Temer de “medida esdrúxula” e afirmou que se eleito vai propor a revogação da regra.
No evento, Haddad conversou com estudantes acompanhado pela candidata à vice na chapa, Manuela D’Ávila (PCdoB).
Este foi o primeiro ato de campanha de Haddad após o PT anunciar a candidatura do ex-prefeito de São Paulo no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba (PR). A candidatura de Haddad foi registrada pela legenda no início da noite desta terça-feira (11).
“Nós vamos encaminhar ao Congresso Nacional uma emenda constitucional [para revogar o teto de gastos]. Vocês estão cobrando a execução de uma medida que nenhum país adotou, nem na mais aguda crise, a Grécia, a Argentina. A Argentina está em crise agora. Nem o FMI ousou impor à Argentina aquilo que o governo Temer se autoimpôs e impôs ao país”, afirmou o petista.
Durante o encontro, estudantes que ingressaram no ensino superior pelo sistema de cotas e pelo Prouni deram depoimentos contando suas trajetórias.
Além de Haddad e Manuela, participaram do evento Eduardo Suplicy, que concorre ao Senado pelo PT, e Ana Estela Haddad, esposa do ex-prefeito de São Paulo.
Questionado sobre qual será o papel do ex-presidente Lula em um eventual governo, Haddad respondeu: “Tivemos muito cuidado com isso, em razão das circunstâncias, o que nós fizemos com isso: um programa de governo muito pormenorizado, para que a sociedade saiba exatamente as medidas que vão ser tomadas a partir de 1º de janeiro”.
Ele afirmou ainda que o PT tem um projeto “coletivo” que tem Lula “como principal liderança” e “inspiração”.
Haddad disse que Lula “validou” com ele cada ponto do programa durante as visitas que fez ao ex-presidente, preso em Curitiba.
Durante a entrevista, Haddad afirmou que se eleito fará uma reforma tributária para “proteger os mais pobres”; uma “reforma bancária” para reduzir juros; dará apoio federal ao ensino médio; incentivará a formação de médicos para atendimentos de “média complexidade”; e vai “federalizar o combate ao crime organizado”, com investimentos na Polícia Federal.
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