O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (17) que, se eleito, manterá a rotina de visitas ao ex-presidente

Redação Publicado em 17/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h57
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (17) que, se eleito, manterá a rotina de visitas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Afirmou ainda que Lula é seu “interlocutor permanente”
Haddad participou de uma sabatina organizada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, pelo portal Uol e pelo SBT. Ele foi questionado se, caso vença a eleição, continuará fazendo visitas a Lula.
“Com certeza”, respondeu o candidato. “O presidente Lula é meu interlocutor permanente”, afirmou.
Lula está preso desde abril na superitendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi condenado em segunda instância na operação Lava Jato.
Inicialmente, Lula era o candidato do PT à Presidência, mas teve a candidatura rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa. Na semana passada, o partido escolheu Haddad para substituí-lo.
Mesmo antes de ser confirmado como o candidato petista, Haddad vinha fazendo visitas regulares a Lula. Ele foi designado como advogado do ex-presidente, para poder ter direito a mais encontros com o ex-presidente.
Na sabatina, Haddad disse ainda que considera Lula “um grande conselheiro”.
“Uma pessoa que vai ter papel destacado no aconselhamento, vai falar da sua experiência, falar do que ele aprendeu no governo. Isso é natural numa democracia, ele vai se ser ouvido”, disse Haddad.
Haddad foi questionado se, caso eleito, controlaria a operação Lava Jato. “Não, pelo contrário”, respondeu.
Em seguida, ele disse que quer conversar com o Judiciário e o Ministério Público para buscar melhorias na lei, para punir com mais rigor delatores mentirosos.
“Pretendo aperfeiçoar uma parte da legislação que parece precisar de aperfeiçoamento: o delator mentiroso. O que fazer com o delator mentiroso contumaz. Alguns já estão gozando de liberdade. O que fazer nesses casos? Vamos procurar o Ministério Público e o Judiciário para discutir regras para punição ao delator mentiroso”, afirmou o candidato.
Haddad disse que vai rever também a legislação referente a corruptores.
“A legislação é muito frágil para o corruptor. Ele alega que foi obrigado a pagar propina, quando, na verdade, eles organizam os carteis. Nossa legislação é muito frouxa com o corruptor. E geralmente ele é o delator mentiroso. Há uma coincidência. O corrutpor, regral geral, é o que mais mentiu”, argumentou Haddad.
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