A partir de componentes convencionais fabricados em série no Brasil e sem a necessidade de mão de obra altamente qualificada para a instalação, a Fiocruz

Redação Publicado em 14/07/2020, às 00h00 - Atualizado às 13h27
A partir de componentes convencionais fabricados em série no Brasil e sem a necessidade de mão de obra altamente qualificada para a instalação, a Fiocruz desenvolveu um aparelho emergencial eficiente e de baixo custo para tratar o ar em unidades de terapia intensiva (UTI).
Montado em apenas dez dias, o aparelho segue regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a quantidade e qualidade do ar fornecido, contribuindo para reduzir os riscos de infecção no ambiente hospitalar. O projeto foi desenvolvido pela equipe da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic/Fiocruz) e é liderado pelo engenheiro mecânico Bruno Perazzo Pedroso Barbosa.
Perazzo explica que a equipe foi motivada pela emergência da crise sanitária causada pela pandemia de covid-19, que aumentou a demanda por esse tipo de aparelho, bem como a dificuldade de regiões mais pobres do país de acesso ao equipamento de tratamento do ar.
“Quisemos dar uma resposta rápida e simples para uma questão difícil. Os aparelhos foram concebidos para uma vida útil de até quatro meses e são rápida e facilmente instalados e operados. É uma solução de emergência, não é evidentemente definitiva ou de longa duração, mas que resolve um problema imediato em muitos municípios menos favorecidos.”
Segundo a Fiocruz, o aparato foi o primeiro da instituição a receber o registro de patente, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade industrial (Inpi) em junho. De acordo com Perazzo, o protótipo passou nos testes e tem a capacidade de fornecer ar tratado compatível para cada leito de UTI ou para cada 15 metros quadrados de CTI.
“A avaliação mostrou que o aparato teve desempenho estável, rodando dia e noite sem apresentar problemas. De lá para cá já são mais de 60 dias em que continua funcionando. A vazão de ar filtrado caiu cerca de 13%, o que não é muito e está dentro da margem de segurança projetada, significando que o aparelho permanece atendendo ao que foi proposto.”
A Fiocruz busca agora parcerias para viabilizar a produção, distribuição e instalação do equipamento em larga escala. De acordo com a coordenadora de Gestão Tecnológica (Gestec) da Fiocruz, Carla Maia Einsiedler, dez empresas já demonstraram interesse na fabricação do aparelho.
“Essa invenção tem tudo a ver com o cenário da covid-19. O importante agora é atrair empresas interessadas em firmar essa parceria e assim garantir o fornecimento do aparelho ao SUS, o Sistema Único de Saúde. Dez empresas já manifestaram interesse e estão em contato conosco”, disse Carla.
Agência Brasil
Leia também

Vídeo que mostra Bolsonarista pendurado em para-brisa de caminhão em alta velocidade viraliza na web

Desaprovação ao governos de Duque gera greve na Colômbia

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Médico brasileiro e namorada conquistam marca inédita no Guinness com desafio de beijos

Flávio Bolsonaro diz estar aberto a conversar com Michelle após crise no PL

Incêndio em fábrica de calçados deixa 28 mortos no sudeste da China

STJ determina cobertura obrigatória de cirurgias de feminização facial por planos de saúde

Lula recebe líderes do MST para discutir novas ações humanitárias em apoio à Venezuela após terremotos