A Secretaria de Estado da Saúde informou nesta quinta-feira (16) que o Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci – SP) foi a

Redação Publicado em 16/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 16h11
A Secretaria de Estado da Saúde informou nesta quinta-feira (16) que o Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci – SP) foi a Organização Social de Saúde (OSS) escolhida para administrar o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP).
O contrato deve ser assinado na próxima semana para início do processo de transição da gestão. A OSS foi definida por convocação pública depois que seis entidades manifestaram interesse em administrar o hospital público referência a pacientes de 48 cidades da região. Três OSSs apresentam propostas.
A decisão de transferir a gestão do CHS para o modelo de parceria com OSS foi anunciada em março deste ano depois da TV TEM e do G1 denunciarem a “farra do ponto”. Dois médicos e um cirurgião-dentista foram flagrados batendo ponto e saindo do hospital para atividades particulares.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde os salários dos servidores do CHS serão mantidos, bem como as atividades e a estabilidade prevista pela legislação do funcionalismo.

Reportagem mostrou ‘farra do ponto’ no Hospital Regional de Sorocaba (Foto: Reprodução/TV Globo)
Os médicos Newton Canicoba e Francisco Manoel dos Santos Mendes, e o cirurgião-dentista Elias Agostinho Neto foram flagrados, em janeiro, batendo o ponto eletrônico e saindo para fazer atividades como academia, atender em consultório particular e voltando para casa.
Os especialistas só voltavam no fim do expediente para dar baixa no ponto. Após o flagrante exibido com exclusividade no Fantástico, o cirurgião plástico Newton Canicoba pediu exoneração.
Em julho, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público indiciou os três médicos por falsidade ideológica. Eles também vão responder por crime continuado, já que teriam cometido o crime mais de uma vez. A pena é de um a cinco anos de prisão e pode ser aumentada.
Conforme a denúncia do MP, Elias teria praticado falsidade ideológica 18 vezes, Newton três vezes e Francisco duas vezes.
Os chefes dos médicos também foram citados na denúncia por condescendência criminosa e vão participar de uma audiência preliminar na Justiça, marcada para o dia 29 de agosto.
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