No próximo domingo (29), os paulistanos irão às urnas para escolher o próximo prefeito de São Paulo. Entre as principais preocupações geradas

Redação Publicado em 27/11/2020, às 00h00 - Atualizado às 20h17
No próximo domingo (29), os paulistanos irão às urnas para escolher o próximo prefeito de São Paulo. Entre as principais preocupações geradas pela pandemia do novo coronavírus está a educação . Milhares de alunos, matriculados na rede municipal, estão sem aulas presenciais desde março.
O Portal iG conferiu o programa de governo dos candidatos e convidou especialistas para analisar principais desafios que o prefeito que assumirá no dia 1º de janeiro terá para a educação .
“Serão organizar as escolas e formar os professores para a redução das desigualdades educacionais, que se aprofundaram durante a pandemia, alem de preparar a rede de educação infantil para atender a demanda reprimida durante o período de fechamento das escolas “, acredita Alexandre Schneider, ex-secretário de educação de SP (2006 – 2012 e 2017-2019) e presidente do Instituto Singularidades.
Para o educador José Pacheco Jr, formado em licenciatura em física pela USP e Co-Fundador do Força Estudo Personalizado e do Instituto Educador, o primeiro ponto a ser discutido em relação ao retorno às aulas é a segurança do ponto de vista dos especialistas de saúde. “Deve ser um consenso de quem representa a área na prefeitura, priorizando a vida das pessoas antes de qualquer coisa.”
Outro necessidade citada pelo educador é zerar a fila das creches , problema histórico da capital paulista.
“Essa fila tem uma diferença grande em diferentes distritos, existindo uma relação direta entre a renda direta do distrito e a fila. Então é preciso implementar políticas públicas que dêem conta por distrito. Acredito que o caminho seja manter as creches conveniadas, que têm feito um bom trabalho, mas também fazer uma transição de aumento para a rede própria”, pontua.
Veja as principais propostas dos dois candidatos
O candidato à reeleição tem, em seu plano de governo, uma parte dedicada à “infância”. Com o nome “Toda Criança Importa” , o projeto visa expandir a Bolsa Primeira Infância e zerar a fila de espera por vagas em creches.
A campanha diz que as crianças que já estão na fila serão contempladas com uma vaga, e todas as mães que fizernem o pré-natal no Programa Mãe Paulistana terão assegurada uma vaga para os filhos nas creches da prefeitura. O programa diz também que os estudantes poderão estudar em escolas filantrópicas e particulares para zerar o contingente.
Sobre os desafios do pós-pandemia, Bruno Covas propõe recuperar o calendário afetado pela crise sanitária “com proposta pedagógica eficaz que garanta o aprendizado de todos e oferte reforço escolar”.
Para as famílias, Covas promete a implantação de um novo modelo de compra de uniformes e material escolar, com repasse da verba diretamente a elas, e, sobre os professores, o plano promete “manter a política de valorização”, com pagamento de prêmios por desempenho.
Covas também fala em inclusão digitale diz que, se eleito, a capital paulista terá 12 novos CEUs construídos, com salas de aulas modernizadas, com a distribuição de 465 mil tablets com internet para os alunos do Ensino
Fundamental.
O candidato do PSOL fala em transformar a capital em uma“Cidade Educadora”.Ele cita algumas principais diretrizes: “a universalização da qualidade nas escolas municipais” por meio da destinação de 31% das receitas arrecadadas ao Ensino; adequação do orçamento da cidade ao Plano Municipal de Educação; e reversão do processo de privatização, terceirização e conveniamento no setor.
A campanha diz também que é necessário enfrentar asdesigualdades educacionaisque aumentaram durante a pandemia. Ele defende implementar novos equipamentos eletrônicos e de acesso à internet para todos os estudantes e retornar às aulas “apenas quando for seguro e dentro dos protocolos de segurança sanitária”.
Guilherme Boulos também propõe a valorização dos docentes e demais profissionais da educação com mecanismos de evolução funcional e progressão salarial, convocação dos aprovados nos concursos públicos, parcerias com universidades públicas visando a formação continuada, e programas de prevenção ao adoecimento.
A educação na capital, segundo Boulos, deve serinclusiva, com o fortalecimento da educação aos indígenas, aos adultos, aos surdos, e com um material pedagógico que “valorize as comunidades tradicionais de matriz indígena e africana”.
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IG
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