O Covid-19 destruiu sonhos de muita gente, criou um grande pesadelo psicológico em nossa população e devastou a economia do nosso país. Poucos são os

Redação Publicado em 03/07/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h32
O Covid-19 destruiu sonhos de muita gente, criou um grande pesadelo psicológico em nossa população e devastou a economia do nosso país. Poucos são os corajosos que apontam o dedo para os responsáveis por deixar isso acontecer, os responsáveis pela gestão desastrosa nesse período crítico e os atores que ajudaram a escalar este pânico. Para estes corajosos, fica apenas o espólio das críticas absurdas. Quero me incluir neste grupo e sigo fazendo referência à gestão desastrosa da OMS e do governo chinês que não conteve essa pandemia, do autoritarismo do governo do estado de São Paulo, na figura de João Dória e toda mídia que cobriu a quarentena do começo ao fim lotada de desinformação e criando terror na sociedade.
Há muitas lições a serem aprendidas. No mundo dos negócios, tivemos que repensar o formato de comunicaçãocom colaboradores, estratégias de adaptação para não fechar as portas, novos recursos de tecnologia,explorar novas oportunidades de negóciose operar enxuto – praticamente da noite para o dia.
Reavaliamos detalhes de nossos negócios e vida pessoal, identificamos o que estava sobrando e faltando, encontramos novos significados e aproveitamos melhor nossos recursos. Vários sonhos ficaram pelo caminho. O setor de hospitalidade no Brasil, foi um dos mais atingidos, e acredito que será um dos últimos a se recuperar. Um impacto direto de 25 milhões de vidas, sonhos e planos que no mínimo foram postergados. Na próxima segunda, dia 06 de julho de 2020, teremos a possibilidade de retomar nossas atividades na cidade de São Paulo. Com muitas restrições, bares e restaurantes poderão voltar à operação, com 40% de sua capacidade de salão, regras de distanciamento de mesas e operação com limite de 6 horas ao público. Por alguma razão que os especialistas não me disseram, não é permitido ainda operar depois das 17h. Já escrevi durante a quarentena sobre a falta de representatividade do setor (que é pulverizado) para negociar com instituições financeiras e poder público. Assim reabriremos as portas sem acesso ao crédito, com altas restrições de operação, com impostos mantidos a risca e com nossos consumidores e clientes machucados financeiramente e psicologicamente. Estima-se que 25% dos bares e restaurantes já estão fechados definitivamente, e outros 10 a 15% aguardam uma solução de crédito para reabrir as portas, o que parece improvável.
Muitos sonhos foram destruídos e essa retomada vai ser difícil.
Olho para trás e vejo quantas dificuldades o nosso povo já passou e isso me dá esperança, vamos superar esta crise. Sobrevivemos a outras tantas e estamos evoluindo coletivamente, hoje falamos mais de política do que futebol. Tenho certeza que isso é o início do fim para a má gestão pública, é tempo de sonharmos novos projetos, aprendermos com todos os erros e desenvolvermos novas oportunidades que antes da pandemia eram impensáveis. Voltemos a sonhar com o futuro que esta logo ali! Já estamos na metade de 2020, o ano mais curto de nossa história. Espero que aproveitem a segunda metade do ano para sonharem em dobro.
CLAUDIO G. LOUREIRO NUNES, é CEO da Tamboré Capital e Colunista do Diário de S. Paulo. Graduado em comunicação e marketing pela FAAP, Pós-Graduado em Finanças no Insper e bacharel em Administração pela Universidade Metropolitana da Florida, EUA. É especialista em Marketing e Gestão de Negócios, responsável pela abertura de importantes operações de hospitalidade e gastronomia no Brasil como TGI FRIDAYS.
Contatos:
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Twitter @claudio_nunes
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