Mais de 7 milhões de idosos vivem no estado de São Paulo, o que representa 15,9% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e

Redação Publicado em 14/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h09
Mais de 7 milhões de idosos vivem no estado de São Paulo, o que representa 15,9% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o aumento do número de pessoas com mais de 60 anos, a sociedade precisa se adaptar para oferecer qualidade de vida aos idosos.
E pensar em residências para pessoas da terceira idade é uma das necessidades mais importantes. As casas precisam de adaptações ou devem ser projetas com total acessibilidade.
Em entrevista ao G1, o arquiteto Eduardo Rodrigues, de Sorocaba (SP), pontuou as mudanças possíveis para realizar em uma casa e os objetos que devem ser evitados para previnir acidentes.

Casas pensadas para idosos diminuem riscos de acidentes domésticos (Foto: Pixabay)
“Quando vamos planejar as casas agora avisamos os clientes sobre o envelhecimento, focamos o projeto a longo prazo, o que facilita a vida no futuro e não requer grandes reformas”, afirma o especialista.
O primeiro ponto destacado pelo especialista é a iluminação dos ambientes onde vivem os idosos, que podem ter problemas na visão. Em corredores, por exemplo, a luz superior – do teto- pode não ser suficiente, por isso a recomendação é instalar balizadores.
Os balizadores são luzes fixadas na parede, como pequenas luminárias, e ajudam a iluminar o caminho do corredor de um cômodo a outro. “Como alguns já enxergam menos, tem dificuldade na visão é ideal que os locais sejam muito bem iluminados”, afirma Eduardo.
Em portas de correr, como as que dão acesso a sacadas e varandas, a melhor opção é de trilhos embutidos no piso, de modo a evitar quedas. Os cuidados com o solo também incluem pisos antiderrapantes, que garantem maior aderência ao caminhar.

Cozinhas com prateleiras facilitam a visão dos objetos (Foto: Pixabay)
Tapetes e mesas de centro podem ser vilões das pessoas idosas, e aumentam o risco de acidentes. As mesas de centro devem ficar próximas de alguma das paredes e os tapetes podem ganhar fixadores de silicone nas pontas.
Em casas com idosos que se esquecem com facilidade das coisas ou têm Alzheimer, os objetos devem estar o mais visível possível, como em estantes e prateleiras, ao invés de armários fechados na cozinha e sala.
A largura das portas muitas vezes torna-se um empecilho quando o idoso possui dificuldades de locomoção e precisa de andadores ou cadeira de rodas.

Box pode ser aumentado com porta de vidro (Foto: iStock)
“Aumentar as proporções de portas para passagens de uma cadeira, por exemplo, já melhora a movimentação. A maioria das pessoas pensa que as portas maiores são muito mais caras, mas nem sempre é assim, além do custo benefício”, diz o arquiteto.
Nos banheiros o cuidado deve ser redrobado. Eduardo Rodrigues contou que um dos artifícios usados atualmente é deixar o box mais amplo, de modo que o vaso sanitário fique dentro dele. A divisão entre o assento e a área do chuveiro fica por conta de uma porta de vidro com dobradiças.
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