O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), um dos principais defensores da expulsão do deputado federal Aécio Neves do partido em das denúncias de

Redação Publicado em 03/07/2020, às 00h00 - Atualizado às 19h14
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), um dos principais defensores da expulsão do deputado federal Aécio Neves do partido em das denúncias de corrupção, evitou fazer o mesmo com o senador José Serra. Segundo ele, os casos não são comparáveis porque não há provas tão contundentes em relação ao senador paulista, ao contrário de Aécio, que aparece em um áudio pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista, da JBS.
“Não há nenhum áudio do senador José Serra pedindo dinheiro para ninguém. Eu, pelo menos, não escutei. São casos completamente distintos”, afirmou o prefeito.
Covas defendeu, entretanto, que ambos devem ser julgados com o rigor da lei e que, caso comprovados os atos criminosos, serem condenados.
“Vale para os dois a posssibilidade de ter a sua defesa apresentada. Para os dois casos, o rigor da lei, se houver qualquer tipo de problema constatado. Não é porque é companheiro de partido que eu vou passar a mão na cabeça. Agora: o caso do Senador Aécio Neves é completamente diferente porque tem um áudio dele que até hoje não foi explicado pedindo dinheiro para a JBS”, afirmou.
Nesta sexta-feira, a força-tarefa da Lava Jato, em São Paulo, acusou formalmente nesta sexta-feira o senador José Serra (PSDB-SP) e a sua filha, Verônica, de lavagem de dinheiro e apresentou denúncia à Justiça contra eles. Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou operações de busca e apreensão em endereços relacionados ao ex-governador de São Paulo. A casa do tucano foi um dos alvos. Em nota divulgada no início da tarde desta sexta-feira, o senador disse que a operação causou “tristeza e indignação”.
Na mesma entrevista coletiva que o prefeito Bruno Covas, o governador João Doria também evitou se alongar no assunto, afirmando que apoia a Operação Lava-Jato e defende a investigação do episódio.
“Quero começar declarando meu apoio à Lava-Jato como já fiz inúmeras vezes quando prefeito e quando governador do estado de São Paulo. Defendo a ampla e irrestrita investigação dos fatos sempre que houver questionamento, mas também de jamais condenar por antecipação. A Justiça funciona para avaliar e julgar e apenas depois é que poderemos nos manifestar plena e definitivamente”, disse o governador.
Em nota, o PSDB de São Paulo também defendeu a investigação do episódio.
“O PSDB de São Paulo defende a ampla e irrestrita investigação dos fatos sempre que houver questionamentos envolvendo recursos e agentes públicos. Ressaltamos nossa absoluta confiança no senador José Serra, na sua história e conduta, e na Justiça, onde as ações serão devidamente esclarecidas”, afirma a nota assinada pelo presidente estadual do partido, Marco Vinholi.
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