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Após 10 anos, Justiça condena motorista de Camaro acusado de dirigir embriagado a 123 km/h, causar acidentes e morte em SP

Imagem Após 10 anos, Justiça condena motorista de Camaro acusado de dirigir embriagado a 123 km/h, causar acidentes e morte em SP

Publicado em 24/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 08h20 Redação


Após mais de dez anos, a Justiça julgou e condenou à prisão o motorista do Chevrolet Camaro acusado de dirigir embriagado a 123 km/h, bater em cinco carros, matar uma pessoa e ferir outras três na Zona Oeste de São Paulo.

Nesta quinta-feira (22), Felipe de Lorena Infante Arenzon foi a júri popular no Fórum da Barra Funda. A maioria dos sete jurados considerou o réu culpado pela morte do perueiro Edson Roberto Domingues e por machucar os ocupantes de outro veículo. Os crimes ocorreram em 30 de setembro de 2011.

Apesar de a juíza Fernanda Salvador Veiga ter dado a pena de 13 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão para o acusado, Felipe poderá recorrer da sentença em liberdade já que estava respondendo solto ao processo.

Acusação

Edson Domingues morreu após ter sido queimado em acidente causado por motorista de Camaro em 2011 — Foto: Arquivo: Graziela Salomão/G1
Edson Domingues morreu após ter sido queimado em acidente causado por motorista de Camaro em 2011 — Foto: Arquivo: Graziela Salomão/G1

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), Felipe estava com 19 anos e era estudante à época do acidente. Edson tinha 55 quando foi morto.

Segundo a Promotoria, Felipe havia ganhado o Camaro, avaliado em cerca de R$ 200 mil naquele tempo, de presente de seu pai, o então vereador Milton Arenzon (então PMDB), de Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Na denúncia sustentada pelo promotor Vinicius França, em 29 de setembro o estudante foi até a casa de shows Villa Country, também na Zona Oeste da capital, onde ingeriu bebida alcoólica.

Por volta das 6h do dia seguinte, Felipe deixou o local guiando o seu carro importado, mas subiu com ele sobre a calçada da Rua Francisco Matarazzo, em Perdizes.

Dez minutos depois, o motorista começou a provocar acidentes na Avenida Sumaré.

Em alta velocidade, segundo o relato de testemunhas, ele invadiu a faixa exclusiva para motociclistas na via e bateu na lateral de um Ford Fiesta, conduzido por um homem que não se machucou na colisão. Depois, o carro de Felipe esbarrou num Vectra GT, não ferindo o condutor.

A denúncia informa que na sequência o estudante colidiu o Camaro num Volkswagem Fox estacionado, onde estava uma mulher, que não se feriu, na Avenida Pompéia.

Morte

O motorista Edson Roberto Domingues, de 55 anos, morto após ser atingido por um carro de luxo em São Paulo, foi enterrado nesta quinta-feira (6) no Cemitério da Lapa, na Zona Oeste da capital. Domingues morreu na noite de terça (4) após ter ficado cinco d — Foto: Alessandro Valle/ABCDIGIPRESS/AE
O motorista Edson Roberto Domingues, de 55 anos, morto após ser atingido por um carro de luxo em São Paulo, foi enterrado nesta quinta-feira (6) no Cemitério da Lapa, na Zona Oeste da capital. Domingues morreu na noite de terça (4) após ter ficado cinco d — Foto: Alessandro Valle/ABCDIGIPRESS/AE

Perto das 7h, Felipe atingiu outros dois veículos que estavam parados na Avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó, na Zona Norte, à espera do sinal verde do semáforo.

O Camaro bateu na traseira do Asia Towner Truck, guiado por Edson. Com o impacto da colisão, a perua pegou fogo e o incêndio queimou 90% do corpo do motorista. Ele morreu no dia 4 de outubro no hospital onde ficou internado.

Por causa da alta velocidade, o Camaro ainda colidiu com um Fiat Palio, ferindo os três ocupantes do automóvel: Dois homens e uma mulher que sobreviveram.

Após as batidas, Felipe fugiu do local sem prestar qualquer tipo de auxílioou socorro às vítimas, segundo o MP.

Alta velocidade

Laudo da perícia do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica apontou que a velocidade do Camaro estava mais de duas vezes acima da permitida. O limite para a Avenida Inajar de Souza era de 60 km/h.

O estudante chegou a ficar preso por três dias e foi solto no dia 3 de outubro após sua família vender um imóvel para pagar R$ 245 mil de fiança. A Justiça determinou ainda que ele não saísse de casa aos finais de semana e também não ingerisse bebidas alcoólicas.

Edson era casado havia cinco anos com a empregada doméstica Nilza das Graças Socorro, de 63 anos. O casal não teve filhos.

De acordo com o que a defesa de Felipe havia dito há mais de dez anos, seu cliente disse que dirigia em alta velocidade porque fugia de assaltantes.

g1
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