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Justiça e Saúde

Relatório expõe dor intensa e possível cirurgia de Bolsonaro durante prisão domiciliar

Documento enviado à Corte detalha perda de força, restrição de movimentos e fase pré-operatória; medida foi autorizada por Alexandre de Moraes com exigência de atualizações semanais.

A situação médica do ex-presidente segue sob análise do STF - Imagem: Reprodução
A situação médica do ex-presidente segue sob análise do STF - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 03/04/2026, às 21h08


A defesa de Jair Bolsonaro apresentou ao STF relatórios médicos que indicam limitações funcionais e a possibilidade de cirurgia, após a autorização de prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde. Essa medida foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, que ressaltou a necessidade de acompanhamento médico fora do ambiente prisional.

Os documentos revelam que Bolsonaro enfrenta dor intensa, redução de movimentos e perda de força muscular, com a fisioterapia focada apenas no controle da dor. O ex-presidente está em fase pré-operatória, o que pode exigir intervenção cirúrgica em breve, dependendo de sua evolução clínica.

Moraes determinou que a defesa e a equipe médica enviem relatórios semanais sobre a saúde de Bolsonaro, sendo este o primeiro após seu retorno ao domicílio em 27 de março. O STF analisará esses dados para decidir sobre a continuidade da prisão domiciliar e a condução do tratamento do ex-presidente.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal relatórios médicos e fisioterapêuticos que indicam limitações funcionais, dor intensa no ombro e possível necessidade de intervenção cirúrgica. Os documentos foram anexados ao processo por determinação do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso na Corte.

Segundo os relatórios mais recentes, enviados nesta sexta-feira (3), Bolsonaro apresenta redução significativa de movimentos, perda de força muscular e dificuldade para realizar atividades cotidianas. O laudo médico aponta que o ex-presidente se encontra em fase pré-operatória, o que pode indicar a necessidade de cirurgia nos próximos dias, a depender da evolução clínica.

A decisão que autorizou a prisão domiciliar por 90 dias foi concedida no fim de março, após a internação do ex-presidente. Moraes justificou a medida com base no quadro de saúde apresentado, destacando a necessidade de acompanhamento médico contínuo fora do ambiente prisional.

Como condição para manter o benefício, o ministro determinou que a defesa e a equipe médica apresentem relatórios periódicos ao STF, com atualizações a cada sete dias sobre o estado de saúde e a evolução do tratamento. O documento divulgado agora é o primeiro desde que Bolsonaro deixou a unidade hospitalar e retornou à sua residência, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, no dia 27 de março.

Os relatórios também apontam que a fisioterapia permanece em estágio limitado, voltada exclusivamente ao controle da dor, sem avanço para exercícios ativos de reabilitação. Esse dado reforça a avaliação de que o quadro ainda exige cautela e monitoramento constante.

O histórico de saúde de Bolsonaro inclui episódios recorrentes desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018, o que frequentemente resulta em internações e procedimentos médicos. Esse contexto costuma ser considerado em decisões judiciais relacionadas à condição física do ex-presidente.

O caso segue sob análise do STF, que poderá reavaliar a manutenção da prisão domiciliar com base nos próximos relatórios médicos. A evolução do quadro clínico será determinante tanto para eventuais decisões judiciais quanto para a condução do tratamento.


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