Presidente da República e chefe do Senado evitaram interação durante cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral em meio à crise após rejeição de indicação ao STF.

Ana Beatriz Publicado em 13/05/2026, às 12h27
A posse do ministro Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral foi marcada por tensões políticas, especialmente entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
O clima frio entre Lula e Alcolumbre foi evidente durante a cerimônia, onde ambos evitaram interações, refletindo a repercussão da derrota do governo no Senado e aumentando a tensão entre seus grupos políticos.
Apesar do mal-estar, Jorge Messias participou da cerimônia, enquanto a primeira dama Janja e outras figuras políticas tentaram estabelecer conexões, destacando a necessidade de articulações em um cenário político conturbado.
A cerimônia de posse do ministro Nunes Marques como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, realizada nesta terça feira (12), foi marcada por um ambiente de tensão política nos bastidores de Brasília. O principal foco de atenção ficou para o clima frio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dias após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Os dois sentaram lado a lado na mesa principal do plenário do TSE durante a solenidade, mas praticamente não trocaram palavras ou interações públicas ao longo do evento. Nos bastidores, o distanciamento também chamou atenção de autoridades presentes.
Segundo relatos obtidos por integrantes da imprensa política em Brasília, Lula e Alcolumbre chegaram a se encontrar na chamada “sala das togas”, espaço reservado localizado nos fundos do plenário do tribunal. Apesar de terem se cumprimentado formalmente, os dois evitaram qualquer conversa reservada ou aproximação mais longa.
O mal-estar acontece em meio à repercussão da derrota histórica sofrida pelo governo federal no Senado após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados de Lula atribuem parte significativa da articulação contrária ao presidente do Senado, aumentando a tensão política entre os dois grupos.
Mesmo após a derrota, Jorge Messias participou da cerimônia no TSE e circulou pelo plenário conversando com ministros, parlamentares e convidados. O advogado-geral da União foi visto trocando cumprimentos e conversando com o ministro Gilmar Mendes, em uma tentativa de demonstrar normalidade diante da crise política.
Outro momento que chamou atenção durante a posse foi a conversa entre a primeira dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e o ex-presidente do STF Luís Roberto Barroso. Os dois conversaram por alguns minutos no plenário e chegaram a trocar contatos telefônicos.
Também repercutiu entre os presentes uma conversa entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Moraes e Kassab já foram aliados políticos próximos em São Paulo, mas se afastaram nos últimos anos.
A posse de Nunes Marques reuniu diversas autoridades dos Três Poderes, além de personalidades do meio artístico e esportivo. Entre os convidados estavam os cantores cearenses Fagner, Waldonys e Chambinho do Acordeon, além do ex técnico de futebol Wanderlei Luxemburgo.
A cerimônia marcou oficialmente o início da gestão de Nunes Marques à frente do TSE em um momento de forte tensão institucional e articulações intensas nos bastidores da política nacional.
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