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Opinião dividida

Maioria dos brasileiros defende prisão domiciliar de Bolsonaro, aponta Datafolha

Pesquisa mostra apoio ao regime atual, mas revela diferenças de opinião entre grupos políticos

A pesquisa foi realizada entre 7 e 9 de abril e ouviu 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais - Imagem: Reprodução/Sergio Lima/AFP
A pesquisa foi realizada entre 7 e 9 de abril e ouviu 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais - Imagem: Reprodução/Sergio Lima/AFP

Letícia Sales Publicado em 12/04/2026, às 14h16


Levantamento do Instituto Datafolha divulgado neste domingo (12) indica que a maioria dos brasileiros é favorável à manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados defendem que ele cumpra a pena em casa, enquanto 37% preferem o retorno ao regime fechado. Outros 5% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 134 cidades entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pergunta feita foi: “Na sua opinião, Jair Bolsonaro deve cumprir a pena em casa ou voltar para a prisão?”.

Os dados mostram que a preferência pela prisão domiciliar atravessa diferentes espectros políticos. Entre eleitores de centro, 53% apoiam a permanência no regime atual, enquanto 41% defendem a volta à prisão e 6% não opinaram.

Entre os apoiadores do ex-presidente, o índice é ainda mais expressivo: 94% defendem a prisão domiciliar, contra 3% que preferem o regime fechado e 2% indecisos. Já entre eleitores do PT, o cenário se inverte: 68% acreditam que Bolsonaro deve retornar à prisão, enquanto 28% são favoráveis à permanência em casa e 4% não responderam.

Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele chegou a cumprir parte da pena em regime fechado, passando por unidades da Polícia Federal e pelo Complexo da Papuda, em Brasília.

Em março, o ex-presidente teve a prisão convertida em domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após período de internação hospitalar. A medida incluiu o uso de tornozeleira eletrônica.

A trajetória recente do cumprimento da pena também inclui episódios de descumprimento de medidas cautelares, como a tentativa de retirada do equipamento de monitoramento, o que levou à transferência temporária para o regime fechado.


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