Diário de São Paulo
Siga-nos
Brasília

Lula veta escala 3x1 para servidores do Congresso, mas mantém reajuste imediato

Presidente barra folga ampliada que poderia furar teto salarial e impede aumentos graduais até 2029.

O veto do presidente Lula foi publicado no Diário Oficial da União - Imagem: Reprodução
O veto do presidente Lula foi publicado no Diário Oficial da União - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 18/02/2026, às 18h17


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a criação de uma escala 3x1 para servidores da Câmara e do Senado, que permitiria um dia de folga a cada três dias trabalhados, limitando a dez dias de descanso por mês, devido ao risco de ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público.

Embora o veto tenha sido aplicado à nova escala, Lula manteve o reajuste nos salários e carreiras dos servidores federais, estabelecendo novos critérios de desempenho para gratificações, enquanto vetou aumentos salariais graduais para 2027, 2028 e 2029.

A decisão reflete a preocupação com a responsabilidade fiscal e o controle de gastos públicos, e o veto poderá ser revisado pelo Congresso Nacional, que pode optar por mantê-lo ou derrubá-lo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou nesta quarta-feira (18) a criação de uma escala 3x1 para servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A proposta, aprovada pelo Congresso, previa que a cada três dias trabalhados o funcionário teria direito a um dia de folga, limitado a dez dias de descanso por mês.

O texto também permitia a indenização dessas folgas não usufruídas, o que, na prática, poderia abrir brecha para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público.

Apesar do veto à nova escala, Lula manteve o reajuste nas carreiras e salários de servidores federais vinculados ao Senado, à Câmara e ao Tribunal de Contas da União. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece novos critérios de desempenho para o pagamento de gratificações.

Por outro lado, os aumentos salariais graduais previstos para os anos de 2027, 2028 e 2029 também foram vetados pelo presidente.

A decisão ocorre em meio a debates sobre responsabilidade fiscal e pressão por controle de gastos públicos. O veto ainda poderá ser analisado pelo Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de mantê-lo ou derrubá-lo.


últimas notícias