Pesquisa, publicada na revista 'Government & Opposition', mapeia condenações de governantes desde o fim da Segunda Guerra Mundial

Redação Publicado em 13/09/2025, às 09h56
Um estudo internacional que mapeia condenações criminais de chefes de governo em todo o mundo ganhou um novo nome de peso, Jair Bolsonaro. Após ser sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira (11), o ex-presidente brasileiro passou a fazer parte de uma lista exclusiva, a de governantes condenados por tentativa de golpe de Estado desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
A condenação de Bolsonaro, junto a outros sete réus no mesmo processo, foi a 27 anos e 3 meses de prisão. A sentença da Primeira Turma do STF se refere a cinco crimes diferentes, incluindo tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa armada, consolidando um marco na história política e jurídica do país.
Um levantamento global
A inclusão do nome de Bolsonaro nessa lista se baseia em uma pesquisa de autoria de Luciano Da Ros, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, e Manoel Gehrke, da Universidade de Pisa, na Itália. O trabalho deles, publicado na revista científica “Government & Opposition”, da Cambridge University Press, resultou na criação de um enorme banco de dados chamado HGCC (sigla em inglês para Chefes de Governo Condenados por Crimes).
Esse levantamento, que é atualizado constantemente, reúne informações sobre condenações de governantes em todo o planeta, cobrindo o período de 1946 até janeiro deste ano. Uma das regras do estudo é considerar somente casos julgados no próprio país do líder. Os números gerais mostram que 69 países já tiveram ao menos um governante condenado, somando 128 líderes envolvidos em 186 sentenças diferentes.
Com sua recente condenação, Bolsonaro agora se junta a outros nove nomes da história mundial que também foram sentenciados por tentativa de golpe.
A lista inclui: Georgio Papadopoulos (Grécia), Luiz García Meza Tejada (Bolívia), Roh Tae-woo (Coreia do Sul), Chun Doo-hwan (Coreia do Sul), Surat Huseynov (Azerbaijão), Juan María Bordaberry (Uruguai), Kenan Evren (Turquia), Pervez Musharraf (Paquistão), e a também boliviana Jeanine Áñez. A inclusão de Jair Bolsonaro (Brasil) torna-o o décimo integrante desse grupo, mostrando que a responsabilização criminal de líderes por ataques à democracia é um fenômeno global.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

O lugar a que pertencemos

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

STF oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Desabamento de sobrado deixa uma pessoa morta e duas feridas no Cangaíba, Zona Leste de São Paulo

Linha 7-Rubi tem operação reduzida após problemas ferroviários e medidas de segurança em São Paulo

Tráfego Pago vs. Orgânico: Quando vale a pena investir dinheiro em anúncios?

Desabamento de sobrado deixa uma pessoa morta e duas feridas no Cangaíba, Zona Leste de São Paulo

Cristiano Ronaldo se incomoda com pergunta sobre Messi e se recusa a responder

Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão em novo caso