Funcionária que atua na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro teve acesso liberado pelo ministro Alexandre de Moraes e é remunerada com recursos do Partido Liberal.

Redação Publicado em 08/05/2026, às 10h12
A rotina de Jair Bolsonaro, sob restrições judiciais, inclui a presença da cozinheira Rainê dos Santos, autorizada pelo STF, que é paga pelo Partido Liberal, levantando questões sobre o uso de recursos partidários para cuidados pessoais de políticos.
Em 2026, Rainê recebeu R$ 7,3 mil, enquanto em 2025 o total pago a ela foi de R$ 64,9 mil, evidenciando a relação financeira entre o partido e a funcionária que acompanha Bolsonaro desde 2018.
A autorização para a cozinheira foi concedida devido a preocupações com a saúde de Bolsonaro, e a situação reacende debates sobre a legalidade e a ética do financiamento de profissionais que cuidam da vida pessoal de figuras políticas.
A rotina de Jair Bolsonaro durante o período de restrições judiciais ganhou um novo capítulo envolvendo os bastidores do PL. A cozinheira Rainê dos Santos, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a frequentar a residência do ex-presidente, é atualmente remunerada pelo Partido Liberal, legenda à qual Bolsonaro é filiado.
De acordo com registros de prestação de contas do partido, Rainê recebeu R$ 7,3 mil apenas em 2026. Os pagamentos foram divididos em duas parcelas: R$ 5.182,15 em janeiro e R$ 2.128,72 em fevereiro. Em 2025, o valor total pago à funcionária teria chegado a R$ 64,9 mil.
A autorização para que a cozinheira pudesse acessar a casa de Bolsonaro ocorreu após um pedido relacionado às condições de saúde e à rotina doméstica do ex-presidente. O despacho de Moraes liberou a presença de profissionais considerados essenciais para os cuidados diários.
Rainê acompanha Bolsonaro desde a pré-campanha presidencial de 2018. Antes de trabalhar diretamente para o ex-presidente, ela atuava para o empresário Paulo Marinho, ex-aliado político de Bolsonaro que posteriormente rompeu com o grupo bolsonarista.
Em 2019, a cozinheira chegou a ocupar um cargo no Gabinete Pessoal da Presidência da República, como assessora técnica, recebendo salário bruto superior a R$ 5,6 mil. Ela foi exonerada da função em novembro de 2021.
A discussão sobre os cuidados com Bolsonaro ganhou repercussão após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatar publicamente o desgaste físico e emocional de acompanhar a rotina do marido durante o período de prisão domiciliar. Em uma publicação recente, Michelle afirmou estar cansada fisicamente, mas disse se sentir em paz por ajudar o ex-presidente.
O caso reacende debates sobre o uso de recursos partidários para custear profissionais ligados diretamente à rotina pessoal de lideranças políticas, além de ampliar a repercussão em torno das decisões judiciais envolvendo Bolsonaro e seu círculo mais próximo.
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