O conselheiro Mario Guerreiro, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), votou nesta terça-feira (31) contra uma proposta para criar um repositório online de

Redação Publicado em 31/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h06
O conselheiro Mario Guerreiro, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), votou nesta terça-feira (31) contra uma proposta para criar um repositório online de dados de mulheres juristas e questionou: “existe repositório similar para homens?”
A afirmação foi feita durante a votação da proposta da conselheira Ivana Farina, na sessão do CNJ, que cria um banco de dados online para cadastramento de dados de mulheres juristas com expertise nas diferentes áreas do direito a fim de que, sempre que for possível, essas profissionais participem de eventos e ações institucionais.
“Eu só acho louvável a proposta da conselheira, mas existe um repositório similar para homens? É a pergunta que eu faço”, questionou Mario Guerreiro, após a apresentação da ideia pela conselheira.
Farina respondeu que desconhece, mas que “existe uma realidade que foi retratada na proposta em que, o que há disponível sobre autores obras e juristas, é direcionado à participação masculina”. “Aqui a proposta trata da participação feminina”, disse.
Guerreiro afirmou em seguida: “Então é criar um repositório apenas de mulheres, não é uma questão de igualar as mulheres aos direitos que têm os homens, mas de dar mais direitos, é isso, às mulheres do que os homens?”
Farina então respondeu que “constar de um repositório não é direito”.
“Desculpa, eu não concordo”, disse Guerreiro. “Acho que igualdade de oportunidades é uma coisa, igualdade de resultados é outra. Sou a favor de igualdade de oportunidade e não sou a favor de direcionar o livre pensamento a uma determinada direção, ou seja, sugerir que determinados autores sejam citados em obras simplesmente por serem mulheres. Que se citem os melhores autores, sejam eles homens ou mulheres ou qualquer outro gênero que seja, pouco me importa. De forma que eu voto contra”, completou.
Em seguida, a conselheira Maria Tereza Assis Moura explicou: “a intenção é dar visibilidade àquelas mulheres que não são vistas, sabidas da sua existência”. “Normalmente são homens, mas existem as mulheres. Não é para dar um direito a mais às mulheres, é para que elas possam ter maior visibilidade.”
Ao final da discussão, o conselheiro ainda sugeriu: “Aproveitando que a gente está dando esse passo histórico, porque a gente não inclui também nesse repositório negros, pardos, pessoas com deficiência física, transgêneros. Acho que todos são minorias também que precisam de maior visibilidade
Guerreiro foi o único voto contrário à proposta.
.
.
.
.
G1
Leia também

A Ficha Limpa em xeque: constitucionalidade, retrocesso e os limites do legislador na ADI 7881

Vídeo: casal é alvo de ofensas homofóbicas dentro de trem da Linha 4-Amarela em São Paulo

Corte de R$ 1,5 bilhão leva Exército a suspender operações nas fronteiras brasileiras

Duas bolivianas são presas com quase 5 kg de haxixe em ônibus no interior de São Paulo

Parada LGBT vira alvo de críticas após defesa pública de crianças trans

Vídeo: homem é preso após matar vizinho durante discussão por barulho de moto em Mogi das Cruzes

Empresário é acusado de humilhar idoso em situação de rua ao pintar cabelo e barba em troca de doações

Paciente registra suposta falta de atendimento e morre horas depois em unidade de saúde

Suíça monitora área com cobras venenosas ao lado do CT antes da estreia no Mundial

Deputada Júlia Zanatta(PL) diz que Jesus apoiaria posição contra o fim da escala 6x1 e gera reação nas redes