Regulamentação foi transferida para estados e municípios, gerando divergências sobre os impactos na qualidade do serviço prestado

Marina Roveda Publicado em 04/05/2023, às 08h27
A Câmara dos Deputados votou nesta terça-feira (3) pela derrubada do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007, que estabelecia diretrizes nacionais para o saneamento básico. A medida foi apoiada pela maioria dos deputados e representa mais uma derrota para o governo.
O decreto de Lula estabelecia normas para o setor de saneamento básico e estabelecia metas para a universalização do serviço até 2025. No entanto, foi contestado por governos estaduais e empresas do setor, que alegaram que a medida feria a autonomia dos estados para regulamentar a prestação de serviços.
Com a derrubada do decreto, fica estabelecido que a regulamentação do setor de saneamento básico será feita pelos estados e municípios, sem a necessidade de seguir as normas estabelecidas pelo governo federal.
A decisão da Câmara foi comemorada por representantes do setor privado de saneamento, que afirmaram que a medida irá estimular a competição entre empresas e melhorar a qualidade dos serviços prestados. No entanto, críticos da medida argumentam que a falta de uma regulamentaçãofederal pode resultar em desigualdades regionais e prejudicar o acesso ao saneamento básico em áreas mais carentes.
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