Diário de São Paulo
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Brasil condena ofensiva de EUA e Israel e reforça apelo por solução diplomática

Itamaraty manifesta “grave preocupação” após ataques coordenados e pede respeito ao Direito Internacional

Explosões atingem Teerã após ataque coordenado de EUA e Israel - Imagem: Reprodução | REUTERS
Explosões atingem Teerã após ataque coordenado de EUA e Israel - Imagem: Reprodução | REUTERS

Lívia Gennari Publicado em 28/02/2026, às 10h24


O governo brasileiro divulgou neste sábado (28), uma nota oficial em que condena o ataque conduzido conjuntamente pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos em Irã, ocorrido no início da manhã. As explosões atingiram diversas localidades iranianas, desencadeando uma resposta imediata de Teerã, que lançou mísseis em direção ao território israelense e a instalações militares americanas na região.

Segundo autoridades israelenses, entre os possíveis alvos estavam o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian

Em declaração, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou preocupação com a escalada militar e destacou que a ação ocorreu justamente durante um processo de negociação entre as partes. O comunicado reafirma a posição tradicional do Brasil em favor do diálogo como “única via efetiva” para a construção da paz no Oriente Médio.

O Itamaraty também fez um apelo para que todos os envolvidos respeitem o Direito Internacional e adotem “máxima contenção”, a fim de evitar um agravamento ainda maior do conflito e assegurar a proteção de civis e de infraestrutura essencial.

Diante do aumento das tensões, o Ministério informou que suas representações diplomáticas nos países afetados estão monitorando de perto a situação. A embaixada brasileira em Teerã mantém contato permanente com cidadãos que vivem no país, repassando orientações de segurança e atualizações sobre os desdobramentos militares.

O governo recomendou ainda que brasileiros residentes ou em viagem pela região sigam estritamente as instruções das autoridades locais e permaneçam atentos a eventuais mudanças. O comunicado reforça a defesa histórica do Brasil por soluções diplomáticas e alerta para os riscos humanitários decorrentes de uma escalada prolongada do confronto.


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