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Congresso Nacional

Após críticas, Romário abre mão do salário durante a Copa e promete devolver valores ao Senado

Senador afirmou que continuará exercendo o mandato de forma remota enquanto atua como comentarista esportivo. Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, saiu em sua defesa e criticou a pressão sofrida por parlamentares.

Romário participa remotamente das sessões do Senado durante a Copa do Mundo e anunciou que devolverá o salário recebido no período em que atua como comentarista esportivo. - Imagem: Reprodução
Romário participa remotamente das sessões do Senado durante a Copa do Mundo e anunciou que devolverá o salário recebido no período em que atua como comentarista esportivo. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 01/07/2026, às 10h53


O senador Romário (PL-RJ) decidiu abrir mão de seu salário durante a Copa do Mundo após críticas por atuar como comentarista esportivo enquanto participa das atividades legislativas remotamente. Ele protocolou um ofício solicitando a suspensão do pagamento e se comprometeu a devolver qualquer valor recebido.

Romário optou por não se afastar do cargo para poder votar em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) importante, evitando que seu suplente assumisse temporariamente o mandato. Ele continua registrando presença nas sessões do Senado, participando remotamente das votações.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu Romário, ressaltando a pressão enfrentada pelos parlamentares e a necessidade de justificar a renúncia ao salário. A polêmica sobre a compatibilidade entre suas atividades privadas e o mandato levou o senador a formalizar sua decisão para mitigar as críticas.

O senador Romário (PL-RJ) anunciou que abrirá mão do salário de parlamentar durante o período da Copa do Mundo, após ser alvo de críticas por atuar como comentarista esportivo da CazéTV enquanto participa das atividades legislativas de forma remota.

Durante sessão do Senado nesta terça-feira (30), Romário afirmou que protocolou um ofício solicitando a suspensão do pagamento de seus vencimentos e garantiu que qualquer valor eventualmente depositado será devolvido aos cofres públicos.

"Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. O que for pago será devolvido ao Senado", declarou o parlamentar.

Mandato mantido para votar PEC

Romário explicou que optou por não pedir licença do cargo porque desejava permanecer apto a votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.

Segundo ele, caso tivesse solicitado afastamento oficial, seu suplente assumiria temporariamente o mandato, impedindo sua participação em votações consideradas importantes.

Enquanto acompanha a Copa do Mundo, o senador segue registrando presença nas sessões permitidas pelo regimento do Senado, participando remotamente das reuniões e votações semipresenciais por meio do sistema Infoleg.

Alcolumbre sai em defesa

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), elogiou a decisão de Romário e afirmou que o episódio demonstra o ambiente de pressão enfrentado pelos parlamentares.

Segundo Alcolumbre, as críticas direcionadas ao ex-jogador o levaram a tomar uma decisão que, em sua avaliação, evidencia o clima de hostilidade vivido por integrantes do Congresso.

"O senador Romário está honrando o Brasil como sempre fez, tanto no esporte quanto na vida pública. As agressões chegam a um ponto em que um parlamentar precisa explicar publicamente que abrirá mão da própria remuneração", afirmou.

Polêmica ganhou força nas redes

A atuação de Romário como comentarista durante a Copa gerou questionamentos sobre a compatibilidade entre a atividade privada e o exercício do mandato.

No início da competição, o gabinete do senador informou que ele continuaria exercendo normalmente suas funções parlamentares de maneira remota, modelo permitido pelo regimento interno da Casa.

A equipe também destacou que a participação na cobertura esportiva não comprometeria o acompanhamento das pautas legislativas nem sua atuação em defesa dos interesses do Estado do Rio de Janeiro.

Com a repercussão do caso, Romário decidiu formalizar a renúncia ao salário durante o período da Copa, buscando encerrar as críticas relacionadas ao exercício simultâneo das duas atividades.