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INVESTIGAÇÃO

Serial Killer de Alagoas: Conheça as vítimas do assassino em série

Albino Santos de Lima, de 42 anos, é considerado culpado pelo assassinato de 10 pessoas, incluindo duas adolescentes de 13 anos

Serial Killer de Alagoas: Conheça as vítimas do assassino em série - Imagem: Reprodução / Fantástico
Serial Killer de Alagoas: Conheça as vítimas do assassino em série - Imagem: Reprodução / Fantástico

William Oliveira Publicado em 19/11/2024, às 12h59


Em uma operação que chocou o estado de Alagoas, a Polícia Científica revelou a identidade das 10 vítimas de Albino Santos de Lima, um homem de 42 anos, agora considerado o mais notório assassino em série da região. Detido em setembro, Albino foi inicialmente capturado pelo homicídio de Ana Beatriz, uma adolescente de 13 anos, assassinada em agosto na localidade de Levada.

As investigações, iniciadas após a morte de Ana Beatriz — que foi baleada ao sair de uma arena esportiva e não resistiu aos ferimentos no Hospital Geral do Estado — rapidamente se expandiram quando evidências ligaram Albino a uma série de outros crimes na área. As vítimas, cujas idades variavam entre 13 e 25 anos, eram predominantemente mulheres, com um total de sete entre os dez assassinatos confirmados. A polícia divulgou as identidades das vítimas:

  • Ana Beatriz Santos Tavares (13)
  • Ana Clara Santos Lima (13)
  • Beatriz Henrique da Silva (25)
  • Débora Vitória Silva dos Santos (21)
  • Emerson Wagner da Silva (17)
  • John Lenno Santos Ferreira (20)
  • Joseildo Siqueira Silva Filho (24)
  • Louise Gbyson Vieira de Melo (18)
  • Mikaele Leite da Silva (21)
  • Tamara Vanessa da Silva Santos (21)

Residente próximo aos locais dos crimes, Albino usava um modus operandi particular, agindo sempre em proximidade à sua residência. Vestido com roupas escuras e utilizando boné para ocultar o rosto, ele atacava principalmente durante a noite. Essa repetição no comportamento criminoso foi essencial para a condução das investigações.

A captura do suspeito foi facilitada pela divulgação de imagens capturadas por câmeras de segurança. No momento da prisão, em 17 de setembro, foram apreendidos com ele uma pistola calibre 380 e um celular, itens fundamentais que ajudaram a ligar Albino aos assassinatos. O delegado Gilson Rego destacou que essas apreensões foram cruciais para conectar os casos, uma vez que as munições dos crimes eram do mesmo calibre.

A análise minuciosa do material apreendido foi conduzida pelo Instituto de Criminalística de Maceió. A perita Suely Mauricio conduziu exames balísticos que confirmaram que a arma estava envolvida em todos os homicídios investigados.

"Foi um trabalho de equipe, desde a coleta dos projéteis e estojos nos locais de crime, até a apreensão da arma, o que possibilitou a realização dos exames de microcomparação balística e permitiu identificar, caso a caso, que a arma apreendida foi a mesma utilizada nos crimes", afirmou Suely.

Além disso, o exame forense do celular revelou informações armazenadas na nuvem que vinculavam Albino diretamente aos homicídios. Entre os dados encontrados estavam fotos das vítimas e anotações datadas relativas aos crimes. "O laudo pericial resultante apresentou provas contundentes que corroboraram as investigações", explicou o perito José de Farias.

Apesar da confissão parcial feita por Albino — que admitiu ter cometido oito dos assassinatos sob a alegação infundada de que as vítimas estariam ligadas a facções criminosas — as investigações não encontraram qualquer prova desse envolvimento. A delegada Tacyane Ribeiro destacou ainda a fixação do assassino por jovens com características físicas específicas e alertou sobre os perigos associados ao compartilhamento indiscriminado de informações pessoais nas redes sociais.

A operação conjunta entre a Delegacia de Homicídios e o Instituto de Criminalística não apenas elucidou um dos mais graves casos de homicídios em série na história recente da cidade, como também salvou potenciais futuras vítimas identificadas nos arquivos digitais do suspeito.

Com Albino Santos agora detido e indiciado em três inquéritos policiais por homicídio qualificado, as autoridades esperam que sua prisão traga algum alívio às famílias das vítimas e à comunidade abalada por seus atos hediondos. A arma usada por ele será registrada no Banco Nacional de Perfis Balísticos do Ministério da Justiça para auxiliar em investigações interestaduais futuras.


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