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Deportados

Secretária denuncia que brasileiros deportados passaram até 12 horas sem alimentação

Apesar de condições difíceis durante o transporte, deportados recebem acolhimento e assistência médica ao chegarem ao Brasil

Novo grupo de brasileiros deportados dos EUA chega a Fortaleza em voo da Força Aérea Brasileira, com apoio logístico para Minas Gerais. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais - Thiago Gadelha
Novo grupo de brasileiros deportados dos EUA chega a Fortaleza em voo da Força Aérea Brasileira, com apoio logístico para Minas Gerais. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais - Thiago Gadelha

por Marina Milani

Publicado em 08/02/2025, às 12h16


Na última sexta-feira (07), Fortaleza recebeu um novo grupo de brasileiros deportados dos Estados Unidos. Este evento marca o segundo voo de repatriação organizado pelo governo brasileiro, que também garantiu a logística necessária para que os deportados seguissem para o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, com o suporte da Força Aérea Brasileira.

A recepção dos repatriados foi cuidadosamente planejada e executada em ambos os estados envolvidos, Ceará e Minas Gerais, contando com a colaboração de equipes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Essas ações visam assegurar que os cidadãos deportados sejam tratados com dignidade e respeito ao retornarem ao Brasil.

Conforme relatado por Mitchelle Benevides Meira, secretária da Diversidade do Ceará, as condições durante o transporte não foram ideais. Os deportados viajaram algemados e alguns enfrentaram longos períodos sem alimentação. "Houve pessoas que passaram até 12 horas sem comer. Entretanto, assim que chegaram, todos foram acolhidos, alimentados e receberam atendimento médico necessário", afirmou a secretária durante uma coletiva de imprensa.

Socorro França, secretária de Direitos Humanos do Ceará, reforçou que os deportados estavam com algemas tanto nas mãos quanto nos pés durante o voo. Essas restrições foram retiradas assim que o avião aterrissou no Brasil. O voo trouxe um total de 111 repatriados, incluindo homens, mulheres, adolescentes e crianças.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) estava pronta para oferecer suporte aos deportados. As ações incluem a distribuição de mantas, kits de higiene e alimentos, além da organização do retorno seguro para aqueles que chegam ao estado. Essa mobilização é parte do esforço para proporcionar um acolhimento digno aos repatriados.

O voo que trouxe os brasileiros fez uma escala em Porto Rico e enfrentou um atraso de aproximadamente uma hora. O governo federal está implementando medidas para reduzir tanto o tempo de viagem quanto o uso de algemas durante o transporte dos deportados. Embora essa prática tenha gerado críticas por parte das autoridades brasileiras, ela é respaldada por um acordo firmado entre Brasil e Estados Unidos em 2021.


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