Investigação aponta esquema com detento e familiar, além de ameaças para evitar denúncias

Letícia Sales Publicado em 18/03/2026, às 12h38
Uma ação conjunta realizada nesta quarta-feira (18) resultou na prisão de um policial penal suspeito de facilitar a entrada de drogas e celulares em uma unidade prisional de São Paulo. A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, ligada à Polícia Federal.
Batizada de Operação Custos Proditor, a investigação teve início após a apreensão de celulares no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na região metropolitana, no fim de 2025. A análise dos aparelhos revelou indícios de um esquema estruturado envolvendo o servidor, um detento e um familiar.
De acordo com os investigadores, o grupo atuava de forma organizada para introduzir materiais ilícitos na unidade prisional. As apurações também identificaram a existência de ameaças e tentativas de coação contra terceiros, com o objetivo de impedir denúncias sobre a presença dos itens proibidos no presídio.
A operação cumpre três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. A ação conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público de São Paulo e da Corregedoria da Polícia Penal.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão do esquema dentro do sistema prisional.
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