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Fraude

Polícia Federal realiza operação contra fraudes em contas digitais do gov.br

Investigação revela que criminosos simulavam características faciais para acessar contas de vítimas e obter serviços públicos

Investigação revela que criminosos simulavam características faciais para acessar contas de vítimas e obter serviços públicos - Imagem: Divulgação / Portal Gov
Investigação revela que criminosos simulavam características faciais para acessar contas de vítimas e obter serviços públicos - Imagem: Divulgação / Portal Gov

Gabriela Thier Publicado em 13/05/2025, às 16h56


Na manhã desta terça-feira (13), a Polícia Federal lançou uma operação destinada a desarticular um grupo suspeito de realizar fraudes em contas digitaisligadas à plataforma gov.br. De acordo com as investigações, os envolvidos utilizavam técnicas sofisticadas de manipulação facial para contornar os sistemas de autenticação biométrica.

As evidências levantadas pela PF indicam que os criminosos simulavam características faciais de outras pessoas, permitindo-lhes acessar contas digitais de vítimas e, consequentemente, obter serviços públicos e informações pessoais.

Como parte da operação, foram expedidos cinco mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão em nove estados brasileiros, incluindo:

  • São Paulo
  • Minas Gerais
  • Ceará
  • Paraíba
  • Mato Grosso
  • Santa Catarina
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Tocantins


Informações apuradas pela TV Globo revelaram que os suspeitos conseguiram burlar o sistema conhecido como "liveness", utilizado na biometria facial para garantir que a imagem capturada pertença a uma pessoa viva e real, evitando fraudes por meio de fotos, vídeos ou máscaras.

Ainda, o grupo operava em duas frentes distintas: a primeira consistia na violação de contas de pessoas falecidas para acessar valores a serem recebidos do Banco Central; a segunda envolvia fraudes em contas de indivíduos vivos, visando também valores a receber do Banco Central e a autorização de consignações no aplicativo "Meu INSS".

Os suspeitos enfrentam possíveis acusações por invasão qualificada de dispositivo informático e formação de associação criminosa.


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