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Central de golpes

Polícia desmonta “call center do golpe” e prende 16 suspeitos na zona leste de SP

Grupo aplicava fraude do falso advogado com estrutura organizada e equipamentos tecnológicos

Proprietário do imóvel também foi detido, com ligações aos criminosos e antecedentes criminais registrados - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Proprietário do imóvel também foi detido, com ligações aos criminosos e antecedentes criminais registrados - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Letícia Sales Publicado em 25/03/2026, às 14h31


Policiais da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) desarticularam, na terça-feira (24), uma central clandestina usada para aplicar golpes em São Paulo. Resultando  na prisão de 16 pessoas em um imóvel localizado no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital.

Segundo as investigações, o local funcionava como um verdadeiro “call center do crime”, equipado com notebooks, celulares e outros dispositivos utilizados para enganar vítimas. A operação teve início após uma denúncia anônima que indicava movimentação suspeita no endereço.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais observaram a entrada e saída constante de pessoas. Um dos suspeitos foi abordado e confirmou que o local abrigava uma central de golpes. Nos fundos da casa, os agentes encontraram diversos indivíduos operando computadores.

Em um dos equipamentos, foi identificada uma conversa com uma vítima que havia enviado R$ 1,3 mil após ser enganada. A fraude foi confirmada por meio de boletim de ocorrência já registrado.

De acordo com o delegado Ronald Quene, o grupo utilizava dados de processos públicos para aplicar o chamado golpe do falso advogado. “Eles pegavam dados de processos públicos, se passavam pelo advogado da vítima e cobravam valores de taxas judiciais, honorários, entre outros”, explicou.

Nesse tipo de crime, os golpistas entram em contato com a vítima alegando a existência de um processo judicial com valores a receber. Para liberar o suposto dinheiro, exigem o pagamento antecipado de taxas inexistentes. Após a transferência, interrompem o contato.

A investigação aponta que a quadrilha atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas que incluía captação de dados, criação de perfis falsos, abordagem das vítimas e movimentação dos valores obtidos ilegalmente.

Durante a operação, foram apreendidos dois carros, uma moto, R$ 1 mil em dinheiro, duas máquinas de cartão, 36 celulares, 58 cartões bancários, além de notebooks e headsets utilizados nas ligações.

O imóvel onde funcionava a central era alugado, e o proprietário também foi encontrado no local. Segundo a polícia, ele teria ligação com os envolvidos e antecedentes criminais.

O caso foi registrado como associação criminosa e estelionato na 1ª Delegacia Seccional do Centro.


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