A Polícia Civil está investigando uma denúncia de que diretores do Ielar, que administrava o hospital Ielar, teriam usado de forma indevida verbas públicas. O

Redação Publicado em 26/09/2017, às 00h00 - Atualizado às 07h37
A Polícia Civil está investigando uma denúncia de que diretores do Ielar, que administrava o hospital Ielar, teriam usado de forma indevida verbas públicas. O instituto era responsável pela administração do hospital fechado há seis meses e pela contratação de funcionários da saúde pela prefeitura.
A denúncia foi feita pela Secretaria de Saúde ao Ministério Público, que então pediu a investigação policial. O valor desviado de finalidade foi de R$ 663 mil. A Secretaria de Saúde do município percebeu a diferença na prestação de contas de um convênio.
“A Secretaria de Saúde firmou convênio com o Ielar para contratar e gerenciar funcionários para a unidade de saúde da prefeitura e encaminhava a importância de R$ 3 milhões. Ao analisar os balancetes, observamos o desvio que serviu para o Ielar pagasse contas particulares. Encaminhamos então a documentação ao Ministério Público”, afirma Antônio Baldin, assessor especial de Saúde.
O dinheiro, segundo Baldin, foi empregado para pagamentos de energia elétrica do hospital, divida com empresas e outras atividades a fins que não eram para serem utilizados.
O Ielar admitiu a dívida, mas disse que o dinheiro não foi usado indevidamente. O dinheiro serviu para pagar impostos da prefeitura porque o Ielar queria renovar o convênio com o município. A instituição quer agora fazer o pagamento da dívida em 60 meses.
O Hospital do Ielar parou de fazer atendimentos em março depois de um impasse entre a administração e a prefeitura. O impasse vinha desde o começo do ano porque a prefeitura parou de repassar verbas à Associação Espírita Nosso Lar. As contas da instituição referentes a 2010 e 2011 foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Pelo que diz a lei, o município fica impedido de depositar o dinheiro. Com isso o Ministério Público propôs um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, dizendo que a prefeitura não seria punida caso a verba continuasse sendo repassada. Mas o prefeito não assinou, alegando que foi orientado pela Procuradoria Geral do Município. Com isso o hospital foi fechado.
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