Os policiais militares presos nesta semana por suspeita de executarem dois homens dentro de um carro roubado na última quarta-feira (9), na Zona Sul de São

Redação Publicado em 16/06/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h36
Os policiais militares presos nesta semana por suspeita de executarem dois homens dentro de um carro roubado na última quarta-feira (9), na Zona Sul de São Paulo, deram 14 tiros nas vítimas, de acordo com documento feito pela própria corporação.
As defesas dos agentes da Polícia Militar (PM) disseram que seus clientes atiraram em legítima defesa porque, segundo eles, os suspeitos estavam armados e ameaçaram disparar. Vídeo gravado por uma testemunha, e que circula nas redes sociais, mostra o momento que os agentes disparam sem que os suspeitos atirem.
Esse número de tiros encontrados nos corpos dos rapazes, e que está no Inquérito Policial Militar (IPM), diverge do dado apresentado pelo Ministério Público (MP) para ter pedido à Justiça a prisão dos PMs.
O MP informou que os policiais deram aproximadamente 30 tiros. Causando 50 perfurações e ferimentos nos dois rapazes, que eram perseguidos porque teriam roubado um carro e os pertences dos donos.

Mas, segundo os exames perinecroscópicos do IPM, Felipe, que estava no banco do motorista, foi atingido por sete disparos dados pelos policiais. Vinicius, que ocupava o assento traseiro, levou os outros sete tiros feitos pelos agentes, que usavam pistolas .40. Os documentos, que informam que não foi possível analisar os locais de saída das balas para não mexer nos corpos das vítimas (veja imagens nesta reportagem).
O exame perinecroscópico é aquele feito por peritos em corpos que estão nos locais de crimes. Ele difere da necropsia, que é realizada por médicos legistas analisando a parte exterior e interior do corpo. Em outras palavras, o perinescroscópico não substitui o laudo necroscópico.
Nesta terça-feira (15), o G1 conversou com os advogados de dois dos três agentes detidos. Eles falaram que somente os laudos da Polícia Técnico-Científica confirmarão a quantidade exata de disparos que foram feitos pelos policiais e o número de lesões causadas nos suspeitos mortos.
Os exames, que são realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC), ainda não ficaram prontos.

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G1
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