Diário de São Paulo
Siga-nos

PF prende Carlinhos Cachoeira no Aeroporto de Congonhas

Ordem de prisão preventiva foi expedida pela Justiça de Goiás em processo que apura crimes de calúnia, injúria e difamação

Carlinhos Cachoeira ganhou notoriedade nacional em investigações sobre jogos ilegais - Imagem: Reprodução
Carlinhos Cachoeira ganhou notoriedade nacional em investigações sobre jogos ilegais - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 13/05/2026, às 15h05


A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (13), o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça de Goiás, relacionado a um processo que apura os crimes de calúnia, injúria e difamação.

A decisão foi assinada pelo juiz Luciano Borges da Silva, da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, que determinou a prisão preventiva do empresário. No mandado, constam dois endereços ligados a Cachoeira em condomínios de alto padrão localizados em Goiânia e em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital goiana.

O contraventor já esteve no centro de diversas investigações relacionadas a esquemas de corrupção e contravenção, alcaçando projeção nacional em 2012, durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que apurou a atuação de uma rede de exploração ilegal de caça-níqueis em Goiás e no Distrito Federal.

Na época, a PF apontou Cachoeira como um dos responsáveis pela estrutura criminosa que atuava com jogos de azar e mantinha relações com agentes públicos e políticos. A investigação teve grande repercussão nacional e levou à abertura de diversas frentes de apuração, inclusive uma CPI sobre corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Mesmo após a operação, seu nome continuou aparecendo em novas investigações relacionadas a fraudes e descumprimento de determinações judiciais. No fim do ano passado, a 6ª Vara da Família de Goiânia chegou a decretar a prisão dele por uma dívida superior a R$ 1 milhão em pensão alimentícia devida à ex-esposa.

Na ocasião, a defesa conseguiu um habeas corpus e alegou à Justiça impossibilidade financeira de quitar os valores cobrados. Até o momento, a defesa de Cachoeira não se pronunciou sobre a nova prisão.


últimas notícias