Francisco Wanderley Luiz sofreu traumatismo cranioencefálico e teve a mão direita mutilada ao utilizá-la para ativar o explosivo

William Oliveira Publicado em 19/11/2024, às 08h45
Na última quinta-feira (14), Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, morreu em decorrência de um atentado que ele mesmo perpetrara contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O chaveiro, oriundo do interior de Santa Catarina, foi vitimado pela explosão de um artefato que segurava próximo à cabeça, resultando na destruição da lateral direita de seu crânio.
Conforme o laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC), Luiz sofreu traumatismo cranioencefálico e teve a mão direita mutilada após utilizá-la para ativar o explosivo. O exame necroscópico, iniciado no dia seguinte ao atentado, revelou fraturas extensas no lado direito do crânio e a amputação dos dedos da mão.
O documento pericial elaborado pela Polícia Federal (PF) foi incluído no inquérito do STF, que investiga os crimes de terrorismo e atentado à democracia. A ex-esposa de Francisco, Daiane, revelou que o ataque visava Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal.
Investigadores acreditam que as bombas tubo lançadas por Francisco na Praça dos Três Poderes e usadas no atentado suicida foram confeccionadas por ele próprio. Os dispositivos foram montados em uma residência alugada por Francisco desde agosto em uma cidade-satélite de Brasília. Durante as buscas no local, a PF encontrou oito bombas; uma delas explodiu sem causar feridos. Um robô policial foi utilizado para inspecionar o ambiente e detectou um explosivo escondido em uma gaveta.
Os artefatos eram compostos por pólvora de fogos de artifício, fragmentos metálicos, tubos de PVC e isqueiros. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, descreveu os dispositivos como simulacros de granadas com elevado potencial destrutivo.
A investigação busca determinar se Francisco agiu com a ajuda de terceiros na fabricação das bombas. Além das testemunhas ouvidas, a PF solicitou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático do suspeito. O corpo de Francisco está sob custódia do Instituto Nacional de Criminalística da PF em Brasília e foi liberado para translado até Santa Catarina.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo