Operação contra quadrilha revela R$200 mil em fraudes e acende sinal de atenção para famílias que planejam passeios em atrações turísticas da cidade

Lívia Gennari Publicado em 16/12/2025, às 15h03
Uma investigação da Polícia Civil desarticulou parte de um esquema de golpes virtuais que enganou centenas de consumidores com a venda de ingressos falsos para parques temáticos de São Paulo. A ação foi realizada nesta terça-feira (16), por agentes da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (Dcciber) e teve como alvo uma associação criminosa que teria arrecadado mais de R$ 200 mil com a fraude.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades baianas de Caculé e Presidente Jânio Quadros, onde residem dois dos investigados. Um terceiro suspeito foi localizado em Vitória da Conquista.
As vítimas só descobriam a fraude ao chegar aos parques, quando os bilhetes apresentados — geralmente com QR Codes inválidos — eram recusados na entrada. Estima-se que cerca de mil ingressos falsificados tenham sido vendidos por aproximadamente R$ 200 cada.
As apurações apontam que o grupo atuava de forma organizada. Um dos envolvidos seria responsável pela estrutura técnica das páginas falsas, enquanto os demais cuidavam da divulgação dos anúncios na internet e do recebimento dos pagamentos, quase sempre via PIX. Com autorização judicial, a polícia quebrou o sigilo de dados telemáticos dos sites fraudulentos e determinou a retirada das páginas do ar, o que levou à identificação dos suspeitos.
Alerta dos parques
Em meio ao aumento do fluxo de visitantes nas férias escolares, o Aquário de São Paulo, o Animália Park e a Cidade da Criança divulgaram um alerta conjunto sobre a escalada de golpes envolvendo ingressos falsificados. De acordo com os parques, criminosos têm criado sites que imitam logotipos, cores e linguagem promocional das atrações para induzir consumidores ao pagamento imediato, geralmente com preços muito abaixo dos oficiais.
Há relatos, inclusive, de abordagens incomuns. No caso do Animália Park, por exemplo, vítimas afirmam que golpistas chegaram a pedir gravações de vídeos com expectativas sobre a visita, como se fosse uma etapa obrigatória para “confirmar” a compra do ingresso.

O resultado, segundo as empresas, tem sido frustração e prejuízo para famílias inteiras que planejam a visita e descobrem o golpe apenas na bilheteria. As atrações reforçam que não solicitam procedimentos fora dos canais oficiais e que toda promoção é divulgada exclusivamente em perfis verificados e sites institucionais.
Como evitar cair no golpe
A polícia orienta que vítimas registrem boletim de ocorrência e guardem comprovantes de pagamento e conversas, o que ajuda a fortalecer as investigações e identificar novas quadrilhas.
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