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Política e Economia

Pagamentos milionários ligam Banco Master a familiar de líder do governo no Senado

Contratos firmados desde 2022 apontam repasses de pelo menos R$ 11 milhões à empresa vinculada à família de Jaques Wagner.

Jaques Wagner afirma não ter participado de negociações envolvendo empresa de familiar que recebeu valores do Banco Master. - Imagem: Reprodução
Jaques Wagner afirma não ter participado de negociações envolvendo empresa de familiar que recebeu valores do Banco Master. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 18/03/2026, às 11h43


Novas revelações sobre o Banco Master indicam a transferência de R$ 11 milhões para a BK Financeira, empresa ligada à família do senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse.

Os contratos firmados em 2022 entre o banco e a BK Financeira coincidem com a expansão do mercado de crédito consignado, impulsionada por mudanças na legislação que aumentaram a margem de comprometimento de renda.

Jaques Wagner negou envolvimento nas negociações da empresa familiar, que agora enfrenta investigações sobre suas atividades, enquanto o caso permanece sob análise judicial e pode resultar em novos desdobramentos nos próximos meses.

Novos desdobramentos envolvendo o Banco Master revelam a transferência de ao menos R$ 11 milhões para uma empresa ligada à família do senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado.

De acordo com informações obtidas por meio de contratos, a empresa BK Financeira, registrada em nome de Bonnie de Bonilha — nora do parlamentar —, firmou acordos com a instituição financeira em 2022. O banco é comandado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Segundo um dos sócios da empresa, o advogado Moisés Dantas, os serviços prestados não envolviam consultoria direta, mas a prospecção e indicação de operações de crédito consignado, em caráter exclusivo.

O volume de contratos e repasses cresceu em um contexto de expansão do mercado de consignado, impulsionado por mudanças legais implementadas naquele período. A legislação ampliou a margem de comprometimento de renda para diferentes categorias, aumentando o potencial de negócios nesse segmento.

Além da BK Financeira, registros indicam que a empresária também está à frente de outra companhia, que passou recentemente por alterações societárias e mudança de atividade econômica, ampliando o escopo de atuação.

Procurado, Jaques Wagner afirmou que não participou de qualquer negociação ou intermediação envolvendo a empresa da familiar. O senador declarou ainda que cabe exclusivamente à companhia esclarecer suas atividades e contratos firmados.

O caso se insere em um cenário mais amplo de investigações e questionamentos sobre relações entre instituições financeiras e figuras políticas. O avanço das apurações pode trazer novos elementos sobre a atuação de agentes públicos e privados nesse contexto.

Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso, que segue sob análise e pode ter novos desdobramentos nos próximos meses.


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