Suspeitos eram integrantes de quadrilha que estavam tentando assassinar rival

Mateus Omena Publicado em 11/08/2022, às 16h27
Oito homens foram mortos durante troca de tiros com policiais militares, na madrugada desta quinta-feira (11), em Curitiba (PR). Eles são suspeitos de integrarem uma quadrilha. A identidade dos mortos não foi divulgada.
Segundo a Polícia Militar (PM), o setor de inteligência apurou que um grupo de criminosos estava planejando executar um homem que fazia parte de uma facção rival. Por causa disso, os oficiais se organizaram em equipes e se direcionaram aos bairros Caximba e Cajuru.
Em Caximba, os policiais abordaram um carro com alerta de furto ou roubo. Em seguida, dois homens desceram do veículo e atiraram contra a viatura. Houve confronto, e os dois morreram.
Ao mesmo tempo, no bairro Cajuru, a PM localizou seis pessoas em uma casa. Ao chegar à residência, a polícia informou que foi recebida com tiros.
Os oficiais relataram que houve uma troca de tiros, e os seis homens foram baleados. Todos também morreram.
Os corpos dos oito integrantes da quadrilha foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML).
Em nota, a Polícia Militar informou que as ocorrências da madrugada estão ligadas a situação do "Tribunal do Crime", no qual membros de uma facção criminosa planejam assassinar um ex-integrante por ingressar em outra facção.
Na primeira operação, os oficiais apreenderam dois revólveres e um veículo com alerta. Já na segunda, foram recolhidas três pistolas, três revólveres, dois coletes balísticos, um veículo com alerta e oito tabletes de maconha.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) informou que o entendimento da Vara da Auditoria da Justiça Militar é de que os casos de morte em confronto com policiais militares são considerados crimes militares. Nesse caso, a atribuição para essas investigações será da Policia Militar.
"Nos casos anteriores em que a PC-PR atuou realizando investigações em casos semelhantes, o entendimento posterior da justiça foi de que a investigação caberia à Polícia Militar".
O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou que vai acompanhar a situação, "dentro de sua atribuição institucional de controle externo da atividade policial".
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