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Justiça e urbanismo

MP pede R$ 500 mil por estátua da Havan e acirra disputa sobre “poluição visual” em São Luís

Ministério Público do Maranhão aciona Justiça contra instalação de réplica da Estátua da Liberdade e cobra indenização por danos coletivos

Estátua da Havan em São Luís vira alvo de ação do Ministério Público por suposta poluição visual e falta de licenciamento. - Imagem: DIvulgação
Estátua da Havan em São Luís vira alvo de ação do Ministério Público por suposta poluição visual e falta de licenciamento. - Imagem: DIvulgação

Redação Publicado em 15/04/2026, às 09h37


O Ministério Público do Maranhão ajuizou uma ação civil pública contra a Havan e o município de São Luís, exigindo R$ 500 mil por danos morais coletivos devido à instalação de uma réplica da Estátua da Liberdade, considerada 'poluição visual' e sem licenciamento adequado.

A ação, protocolada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, argumenta que houve falha na fiscalização municipal e que a estrutura serve como um 'engenho publicitário extraordinário', conforme um laudo da Universidade Estadual do Maranhão.

O MP requer que a Havan regularize a instalação em até 30 dias, sob pena de retirada da estátua pela Justiça, enquanto a empresa defende que a estrutura é parte de sua identidade visual e não causa impacto urbanístico significativo.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ingressou com uma ação civil pública pedindo a condenação da Havan e do município de São Luís ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos.

O processo questiona a instalação de uma réplica da Estátua da Liberdade em frente a uma unidade da varejista na capital maranhense. Segundo o MP, a estrutura — com cerca de 35 metros de altura — configura “poluição visual” e teria sido instalada sem o devido licenciamento urbanístico e ambiental.

De acordo com a ação, protocolada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, o valor da indenização deve ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos. O órgão sustenta que houve omissão do poder público municipal na fiscalização e que o monumento se enquadra como um “engenho publicitário extraordinário”.

O promotor responsável pelo caso afirma que a intervenção judicial se tornou necessária após tentativas frustradas de adequação por parte da empresa. Um laudo técnico elaborado por especialistas da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) reforça o argumento de que a estrutura tem finalidade comercial, por representar um símbolo da marca.

Na ação, o MP também solicita que a empresa inicie, em até 30 dias, o processo de regularização da estrutura. Caso não haja licenciamento ou se o pedido for negado, a retirada da estátua poderá ser determinada pela Justiça.

A Havan, por sua vez, defende que a estátua faz parte da identidade visual da marca, está instalada em propriedade privada e não causa impacto urbanístico relevante. Até a última atualização, a empresa não havia se manifestado oficialmente sobre a nova ação.

O caso ocorre em meio a uma série de episódios envolvendo estátuas da rede em diferentes estados, incluindo registros recentes de vandalismo. A empresa chegou a classificar os ataques como possíveis ações coordenadas.


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