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Médica espancada pelo ex-namorado se pronuncia: “Estou feliz por estar viva”

Após mais de um mês do ataque, a nutróloga Samira Khouri se manifestou nas redes sociais, agradecendo o apoio de amigos e a atuação da polícia

Médica sobrevive após agressão brutal do ex-namorado - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Médica sobrevive após agressão brutal do ex-namorado - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 27/08/2025, às 17h31


A médica Samira Khouri, de 27 anos, se pronunciou publicamente sobre o episódio de violência que sofreu nas mãos do ex-namorado, o fisiculturista Pedro Camilo Garcia, de 24 anos. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (27), ela agradeceu o apoio recebido e disse estar grata por ter sobrevivido ao ataque.

No vídeo, Samira Khouri destacou o trabalho da polícia e reforçou a importância do apoio recebido durante sua recuperação.

Estou feliz por estar viva e por ter conseguido sair daquela situação”, afirmou.

A agressão ocorreu no dia 14 de julho, em um apartamento alugado em São Paulo, onde Samira e Pedro estavam desde o dia 12 para celebrar o aniversário da médica. De acordo com Samira, as agressões foram motivadas após Pedro sentir ciúmes de um amigo da vítima, em uma balada. O ataque foi tão intenso que o agressor acabou fraturando a própria mão durante o ato de violência.

Após agredir a médica, Pedro fugiu com o carro de Samira em direção a Santos, litoral de São Paulo, onde foi preso em flagrante no dia seguinte. Vizinhos ouviram os gritos da médica e acionaram a polícia, que a encontrou gravemente ferida. Ela foi socorrida inicialmente em um hospital da capital paulista e, em seguida, transferida para um hospital no litoral, próximo à família, onde passou 12 dias em estado grave na UTI. Samira apresentava diversas lesões, principalmente no rosto.

Câmeras de segurança do condomínio registraram a fuga de Pedro Camilo, mostrando que ele deixou o prédio sem prestar qualquer socorro à vítima. A defesa do fisiculturista alegou que ele possui quadro psiquiátrico, com histórico de oscilação de humor, agressividade e necessidade de medicação controlada, inclusive tendo sido hospitalizado em abril deste ano.

Apesar dessa alegação, o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, ao converter a prisão em flagrante para preventiva, ressaltou a brutalidade do crime, descrevendo-o como de “violência exacerbada e brutalidade incomum”.

Pedro Camilo Garcia permanece detido, cumprindo prisão preventiva em razão da gravidade das agressões. A Justiça destacou a violência extrema do crime e a necessidade de garantir a segurança da vítima e da sociedade enquanto o processo segue em andamento.


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