O delegado que investiga o assassinato de um pintor de 24 anos, baleado com uma caneta-revólver em Castilho (SP), disse que a vítima achava que o suspeito

Redação Publicado em 18/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 09h45
O delegado que investiga o assassinato de um pintor de 24 anos, baleado com uma caneta-revólver em Castilho (SP), disse que a vítima achava que o suspeito estava com uma faca quando começou a discussão. O homem foi preso nesta quinta-feira (16).
Segundo informações da polícia, a vítima devia cerca de R$ 2 mil ao suspeito, referente à venda de um carro.
“O autor do crime disse que foi lá conversar sobre a dívida do veículo. Ele foi recebido, a vítima foi para cima dele, e ele sacou a caneta. A vítima o segurou achando que era uma faca e aí aconteceu o disparo”, diz o delegado Carlos Sérgio Falsiroli, em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (17).
O suspeito se apresentou na delegacia, confessou o crime e entregou para os policiais a caneta-revólver calibre 22. Segundo o delegado, ele não deu muitos detalhes de como conseguiu a arma.
“Ele disse que comprou há muito tempo, deve lembrar, mas não quer falar. Ele não falou onde comprou e nem de quem. Mas ele não foi bem intencionado por ir armado, mesmo com a caneta”, diz.
O autor do crime está preso temporariamente na penitenciária de Lavínia (SP). O delegado afirma que nunca investigou um crime com este tipo de arma.
“Não é usual uma arma dessa. Nela, você puxa a parte de cima da caneta, ele bate na espoleta e dispara. O calibre 22 é uma calibre complicado, a bala corre dentro do corpo por ser pequena”, diz.
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