O caso está sendo investigado pela Polícia Civil

Mateus Omena Publicado em 28/11/2022, às 15h19
Um estudante de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi denunciado por estupro de vulnerável, após ser acusado de manipular o pênis de um paciente que estava sendo anestediado para cirurgia.
A denúncia contra o suspeito foi feita pelo Ministério Público (MP) e a acusação seguiu o mesmo entendimento da Polícia Civil.
De acordo com o jornal local GZH, o crime aconteceu em abril, em Porto Alegre. Guilherme Fernandes Gonçalves foi indiciado pelo MP na conclusão do inquérito. A ação tramita na 5ª Vara Criminal da capital Gaúcha.
Na época, Guilherme fazia estágio no Hospital Independência, em Porto Alegre. Segundo testemunhas, o estudante teria tocado e masturbado o paciente. A investigação está sendo conduzida pela delegada Andrea de Melo da Rocha Mattos, da Delegacia de Combate à Intolerância.
Em depoimento à polícia, o paciente, cuja identidade não foi revelada, alegou que se lembra de ter sido tocado, no entanto não conseguiu reagir devido à sedação. A vítima contou que "sentiu uma mão na sua barriga e momentos depois sentiu que a mão desceu para seus testículos e tocou o seu pênis".
As testemunhas relataram também que Guilherme teria colocado as mãos sob o lençol e acariciado o pênis do paciente que estava anestesiado.
Quando foi retirado da sala e confrontado por uma enfermeira e uma psicóloga do hospital, Guilherme teria afirmado que estava gripado e com frio e que colocara as mãos sob o lençol para se aquecer.
A ação foi percebida por um técnico de enfermagem enquanto o paciente foi anestesiado. O profissional relatou ter visto que Guilherme "estava com as mãos por baixo do lençol que cobria o paciente, colocando sua mão na região dos genitais do paciente, sendo que Guilherme realizava movimentos por baixo do lençol".
O crime passou a ser investigado pela Delegacia de Combate à Intolerância, visto que Guilherme fez um registro alegando estar sendo vítima de homofobia por parte de uma colega que havia relatado o fato à direção da faculdade. Em seguida, o estudante desistiu de representar criminalmente contra a colega, mas a apuração seguiu.
Ao ser informado do caso, a direção da Faculdade de Medicina da UFRGS entendeu que não havia evidências suficientes para fazer uma apuração. Por outro lado, em setembro, quando foi permitido o acesso ao inquérito policial, a faculdade decidiu abrir procedimento disciplinar contra o aluno. O prazo para conclusão é em 12 de dezembro.
Neste momento, a Justiça está analisando se aceita a denúncia contra Guilherme.
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