Diário de São Paulo
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Família de PM encontrada morta protesta e questiona versão de suicídio em São Paulo

Ato ocorre em frente à Corregedoria da PM, enquanto investigação sobre morte de Gisele Alves Santana é conduzida como suspeita

Familiares e amigos pedem justiça e esclarecimentos sobre a morte da policial - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Familiares e amigos pedem justiça e esclarecimentos sobre a morte da policial - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 28/02/2026, às 12h54


Familiares e amigos da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, encontrada morta no apartamento em que vivia no Brás, região central de São Paulo, realizaram neste sábado (28),  um protesto em frente à Corregedoria da PM. O grupo cobra justiça e o esclarecimento das circunstâncias da morte, que é investigada como suspeita.

O ato começou na Rua Alfredo Maia, no bairro da Luz, e seguiu em caminhada até a sede da corregedoria, com participantes cobrando respostas e visibilidade ao caso.

Relembre o caso

Gisele, de 29 anos, foi encontrada com um disparo na cabeça no dia 18 de fevereiro, no imóvel que dividia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Inicialmente apontada como suicídio, a investigação passou a ser tratada como morte suspeita após relatos de familiares sobre um relacionamento marcado por controle e abuso.

Segundo o registro policial, o tenente-coronel afirmou que a esposa teria atirado contra si mesma após uma discussão sobre a separação. Ele relatou ter ouvido o tiro enquanto tomava banho e encontrado a esposa caída com a arma na mão. Após o episódio, Gisele foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Família relata relacionamento abusivo

Segundo familiares, o marido exercia um controle rigoroso sobre Gisele, impondo restrições ao que ela podia vestir e aos objetos que podia usar. Ela não podia usar salto alto, batom ou roupas de academia; seus perfumes eram guardados no quartel; o contato com parentes era proibido, e ela costumava andar de cabeça baixa para evitar olhares de outras pessoas, além de sofrer pressão psicológica. Cinco dias antes da morte, ela havia comunicado ao marido a intenção de pedir divórcio.

A família também relatou que, ao saber do pedido de separação, o tenente-coronel teria enviado  a Gisele um vídeo com tom ameaçador, apontando uma arma para a própria cabeça.

A Polícia Civil aguarda os laudos periciais, incluindo a análise da trajetória da bala, para determinar as circunstâncias do disparo. Enquanto isso, a família segue mobilizada, exigindo que a investigação seja conduzida com rigor e transparência.


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