Em 2020, o Exército fiscalizou apenas 2,3% dos arsenais privados do país — armas que estão nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores, além de lojas e

Redação Publicado em 25/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h33
Em 2020, o Exército fiscalizou apenas 2,3% dos arsenais privados do país — armas que estão nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores, além de lojas e clubes de tiro. A conclusão é do Instituto Igarapé, que lançou um relatório nesta segunda-feira (25).
A partir de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), o instituto produziu o 2º Boletim Descontrole no Alvo, em que afirma: “O governo federal está favorecendo o armamento de grupos específicos em detrimento da segurança da população em geral”.
Diferentes decretos presidenciais atribuíram à Força o dever de monitorar o armamento registrado por pessoas ou estabelecimentos. O Exército deveria ter inspecionado 311.908 endereços em todo o Brasil em 2020, mas foi somente a 7.234 desses locais.
Até dezembro de 2020, o número de caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CACs, eram 308.510. Lojas e entidades chegavam a 3.398.
Um dos decretos sobre a fiscalização é o 9.493, de 5 de setembro de 2018.

“O governo federal adotou uma série de medidas que ampliaram o acesso a grandes quantidades de armas e munições para determinados grupos, sem que qualquer ação de fortalecimento das capacidades de fiscalização fosse adotada”, afirma o relatório.
“Essa facilitação é ainda mais grave no contexto em que o armamento da população é incitado pelo governo federal e apontado como um caminho de ação política, além de ser instrumentalizado por grupos pró-armas que adotam posicionamentos antidemocráticos”, emenda o Igarapé.
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G1
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