Conheça os possíveis riscos e as precauções necessárias para manter sua privacidade

Marina Roveda Publicado em 12/06/2023, às 08h37
No mês de maio de 2023, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) divulgou uma nota técnica com orientações e diretrizes sobre o processamento de informações pessoais na indústria farmacêutica. O documento, publicado no site oficial do governo, alerta para os riscos envolvidos no fornecimento do CPF e outros dados pessoais nas farmácias, destacando a imaturidade de alguns operadores do setor em relação à proteção da privacidade dos clientes.
De acordo com a nota técnica da ANPD, muitas vezes, os dados pessoais e sensíveis são coletados com consentimento, porém, sem a devida transparência e informação adequada ao titular. Esse cenário é comum em programas de fidelidade e concessão de descontos, nos quais os clientes podem não estar cientes do uso que será feito de suas informações.
Um dos pontos ressaltados é a falta de transparência no compartilhamento de dados com prestadores de serviços e parceiros comerciais, incluindo os responsáveis por programas de fidelidade que criam perfis comportamentais dos clientes. Além disso, algumas práticas de processamento de dados pessoais ainda não estão em conformidade com a legislação, como o uso de informações para fins diferentes dos informados aos proprietários dos dados e a coleta excessiva de dados sensíveis sem clareza sobre seu processamento.
A matéria destaca que, embora a coleta do CPFseja justificada para emissão de notas fiscais eletrônicas, é preocupante o uso desse dado para outros fins não declarados aos clientes, sem garantias adequadas de segurança da informação. Especialistas alertam para os riscos que os clientes correm ao fornecer o CPF, como o uso indevido dos dados pessoais, recebimento de marketing não solicitado, vazamento de dados pessoais, rastreamento de compras e compartilhamento inadequado de informações.
Diante desse cenário, é importante que as farmácias adotem medidas de segurança cibernética para proteger os dados pessoais de seus clientes, como firewalls, antivírus, atualizações de software e conscientização dos funcionários em segurança da informação. Além disso, é fundamental que os estabelecimentos estejam em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e outras regulamentações, como a Lei 17.301/2020 do Estado de São Paulo, que proíbe a exigência do CPF sem informação adequada.
A ANPD também intensificará a fiscalização das farmácias e drogarias quanto à coleta excessiva de informações dos clientes e poderá aplicar multas significativas em caso de descumprimento da LGPD. Por isso, é recomendado que as empresas nomeiem um DPO/Encarregado de Proteção de Dados, profissional responsável por orientar as práticas necessárias para o cumprimento da legislação.
Diante das preocupações com a privacidade de dados nas farmácias, a conscientização dos consumidores sobre seus direitos e a importância da proteção de dados pessoais torna-se essencial. Com as leis e diretrizes em vigor, busca-se um equilíbrio entre a obtenção de informações necessárias para os negócios e a proteção dos direitos individuais dos clientes.
Leia também

SP terá rodízio de veículos suspenso por dois dias devido ao feriado da Revolução Constitucionalista

Técnico do Egito aciona protocolo antirracismo da FIFA e leva cartão amarelo após gesto

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Homem é lançado do 12º andar durante tornado na China e sobrevive; tempestade deixa mortos e centenas de feridos

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

França abre investigação contra senadora do Paraguai por ataques racistas a Mbappé

Brasil cai nas oitavas, mas deixa a Copa com prêmio milionário

PF cumpre mandado e faz buscas por armas na casa de Bolsonaro em Brasília

Copa de 2026 vira palco de despedidas para gigantes do futebol mundial

Relatório aponta que 64 milhões de brasileiros não concluíram a educação básica