No total, 119 pessoas perderam a vida em acidentes aéreos desde o início do ano, com 72 mortes registradas apenas nos últimos seis meses

William Oliveira Publicado em 23/12/2024, às 12h26
No último domingo (22), um trágico acidente aéreo em Gramado, no Rio Grande do Sul, resultou na morte de dez pessoas, somando-se a um preocupante panorama da aviação brasileira no segundo semestre de 2024. Este evento elevou para 119 o número total de fatalidades em acidentes aéreos desde o início do ano, com 72 mortes registradas apenas nos últimos seis meses.
O incidente na Serra Gaúcha se posiciona como o segundo mais devastador do ano, perdendo apenas para a queda de um avião da VoePass em Vinhedo, São Paulo, ocorrida em 9 de agosto. Desde o dia 2 de janeiro, o Brasil contabilizou 23 acidentes aéreos fatais envolvendo aviões e helicópteros.
O primeiro registro deste ano aconteceu em Capitólio, Minas Gerais, onde um helicóptero caiu no Lago de Furnas, resultando na morte de uma pessoa e ferimentos em outras duas. No mesmo dia, outro helicóptero caiu no Maranhão, vitimando o piloto que realizava atividades de pulverização agrícola.
O acidente mais grave do ano até o momento ocorreu ainda em janeiro, quando um Piper PA-46 desintegrou-se durante um voo entre Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG), caindo na cidade de Itapeva (MG) e matando sete ocupantes instantaneamente. Entre as vítimas estavam Marcílio Franco da Silveira, André Rodrigues do Amaral e uma criança de apenas dois anos.
No estado de Santa Catarina, o único acidente aéreo com fatalidades registrado até agora ocorreu em Garuva. Um Beech Aircraft de 1982 desapareceu após tentar contato com a torre do aeroporto de Joinville. A bordo estavam Antônio Augusto Castro e o piloto Geraldo Claudio de Assis Lima. Castro era um empresário do setor de construção que havia adquirido a aeronave recentemente e estava se deslocando para realizar uma vistoria em uma obra.
Acidente VoePass
A tragédia da VoePass é lembrada como o maior desastre aéreo brasileiro desde 2007. Na queda do ATR-72 da companhia aérea, todas as 62 pessoas a bordo perderam suas vidas. As investigações iniciais apontam que uma falha no sistema de antigelo pode ter contribuído para a tragédia. Durante o voo, o sistema foi acionado três vezes; no entanto, por um período crítico de seis minutos, a aeronave seguiu voando sem que as medidas corretivas fossem implementadas.
Com as investigações ainda em curso, espera-se que o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) forneça esclarecimentos adicionais sobre as causas dos incidentes.
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