Diário de São Paulo
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Violência contra a mulher

Dentista é preso após manter mulher em cárcere por 4 meses e forçá-la a tatuar seu nome 10 vezes

Vítima conseguiu fugir após suspeito tomar remédio para dormir; caso mobilizou polícias de dois estados

Vítima foi mantida em cárcere por quatro meses e obrigada a fazer tatuagens com o nome do agressor. - Imagem: Reprodução
Vítima foi mantida em cárcere por quatro meses e obrigada a fazer tatuagens com o nome do agressor. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 15/04/2026, às 09h48 - Atualizado às 09h48


Um dentista de 40 anos foi preso por manter sua companheira em cárcere privado por quatro meses, submetendo-a a agressões e forçando-a a fazer tatuagens com seu nome. A prisão ocorreu durante a Operação Ötzi, realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A vítima, de 39 anos, foi isolada de familiares e amigos, teve seu celular confiscado e sofreu constantes agressões. Ela conseguiu escapar em abril, quando o agressor havia tomado um sedativo, e imediatamente denunciou o caso à polícia.

As investigações resultaram na apreensão de armas e eletrônicos, além da recuperação dos bens da vítima. O suspeito, que possui um histórico de violência, permanece preso e o caso continua sendo investigado.

Um dentista de 40 anos foi preso após ser acusado de manter a própria companheira em cárcere privado por cerca de quatro meses, além de submetê-la a agressões físicas, ameaças e à realização forçada de tatuagens com o nome dele pelo corpo.

A prisão ocorreu durante a Operação Ötzi, conduzida por agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O suspeito foi localizado em Itapema, onde vivia com a vítima e mantinha um consultório odontológico.

Segundo as investigações, a mulher, de 39 anos, era impedida de sair de casa, teve o celular confiscado e foi isolada de familiares e amigos. Durante o período, sofreu agressões constantes e foi obrigada a fazer ao menos 10 tatuagens com o nome do agressor, em diferentes partes do corpo.

A vítima conseguiu escapar no início de abril, aproveitando o momento em que o suspeito havia ingerido um medicamento para dormir. Após fugir, procurou imediatamente uma delegacia e formalizou a denúncia.

As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio e pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Itapema. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os agentes apreenderam armas de fogo, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem auxiliar na investigação. O vídeo está no instgram do Diário de SP.

Além disso, todos os bens da vítima, incluindo o carro, foram recuperados. A polícia também identificou que o suspeito possui histórico de violência contra outras mulheres, o que reforça a gravidade do caso.

O homem permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação.


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